Let´s Go!

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8.3.12

Dia Internacional da Feminilidade

Acho que deveriam mudar o nome do Dia Internacional da Mulher para Dia Internacional da Feminilidade. Sei das agruras dos movimentos feministas em defender mulheres que estão em condições complicadas (abusos sociais, econômicos, familiares, miséria), há muito o que melhorar, e isto vale para a toda a sociedade, não só para as mulheres. Sei o quanto é cara esta luta para as mulheres, mas sei que hoje podemos comemorar grandes avanços. 


Mas sinto que a essência do dia de hoje é uma declaração de amor à feminilidade, e acho que isto deveria ser mais explicitado. Vejo que a feminilidade foi muito abafada pelos movimentos feministas, como se a delicadeza, a suavidade, o carinho fossem visões estereotipadas que atrapalhavam a busca por um espaço igualitário na sociedade. Hoje vejo as mulheres que trilharam este caminho duro numa busca pelo resgate de sua feminilidade, da mesma maneira que há alguns anos os homens têm tentado se entender com a masculinidade. Não há nada de errado em ser macho, nem em ser fêmea. Nem há nada de errado em manifestar a masculinidade nem a feminilidade. E, cá entre nós, ser macho não significa  manifestar masculinidade nem ser fêmea significa manifestar feminilidade. Mas isto fico para outro post.
Hoje para mim é o dia da feminilidade, do essencial que há, da poesia e beleza que a mulher traz para todas as relações existentes neste pequeno planeta.


Ilustro este post com duas imagens que acho que simbolizam o que eu quero dizer: Uma é de uma soldado (soldada?) americana no Afeganistão acarinhando um cachorro no colo. E a outra é da nossa presidente (presidenta?) Dilma, quando encontrou com o Sean Penn no Haiti e posou com um sorriso muito bonitinho ao lado do seu galã de Hollywood.


Aproveitem a feminilidade, ela é linda de se ver e de se conviver, em todas as fases da mulher.


Tenho duas filhas, sou fã declarados das mulheres, cresci num clã matriarcal, criado por mulheres e entre mulheres. E me sinto um privilegiado.

7.3.12

Os Demônios dentro de nós

Originalmente a palavra Daemon surgiu para definir a voz interior que temos, ou as vozes (no plural) que agem dentro de nossa cabeça. Enfatizo a questão plural, pois existem muitos dentro de nós. Alguns pesquisadores da área da Neurociência não conseguem definir dentro de um indivíduo apenas uma consciência, parece que há várias, da mesma maneira que também não é possível definir um indivíduo como uno, são vários dentro de uma pessoa. É confuso, mas é o que sabemos hoje. Talvez no futuro seja mais claro como isto acontece.
Estes indivíduos e estas consciências não são desdobramentos de nosso ego, como se existissem vários egos, são mais coisas, de acordo com os seguidores de Jung, discípulo de Freud. Há como uma fauna dentro de nós, e nem tudo é regido pelos nossos egos, há outras manifestações, que compõem este "ecossistema", que ainda podem e devem ser investigados.

Mas esta investigação esbarra num fator cultural importante, vivemos numa cultura monoteísta, que define uma "unicidade" das vozes que temos. Melhor dizendo, não devem haver "vozes", mas sim uma única voz dentro de nós, convergente a um único sentimento em relação a um único Deus.

Isto acaba afetando nosso modo de pensar, mesmo quando não somos necessariamente religiosos. Não há como negar que este ambiente "mono" acaba ajudando a construir um pensamento ou uma proposição de pensamento único, fortalecendo a imagem de que somos apenas um, e estamos conectados a outro "um" também. E assim acabamos evitando a dubiedade, a complexidade. Temos de ter um único pensamento, uma única opinião, não sabemos trabalhar com os conflitos interiores que temos e que deveriam ser parte de nós, não algo a ser extirpado.

A dubiedade não é uma situação instável a ser resolvida. Ela é parte de nós. E, sem ela, perdemos muito de nossa "fauna" interior de vozes, que discordam, que surpreendem e que nos fazem sermos o que somos. E se Deus não é um, e sim vários, porque nós não poderíamos ser vários também?

6.3.12

Precisamos dos opostos! (Ou você acha que realmente os elefantes têm medo de ratos?)

Uma vez minha irmã citou uma frase de Krishna (a divindade hindu): "Combater o mal só deixará o mal mais forte". Demorei para entender esta frase, como bom ocidental. Mas depois de ler, reler, e ver todos os vídeos disponíveis do Joseph Campbell, e acho que posso falar um pouco sobre o assunto.

Deus e o Diabo, Bem e o Mal, tudo precisa de seu complementar, de seu oposto. E quando não existe nós o inventamos. Vejam o exemplo dos Reis. De onde surge a figura do Bobo da Côrte? Para quê serve esta figura? Este papel? Para contrabalançar o poder do Rei. Da mesma maneira que existe um homem super-poderoso, há o mais miserável e ridículo de todos.
Curiosamente vemos inúmeras pessoas falando em "acabar com o Mal", e poucas falando em "aceitar o Mal". Se acabarmos com o Mal, viveremos com o Bem Absoluto? Não é um pouco ingênuo? Aceitar o Mal, da mesma maneira que é necessário aceitar os complementares dos bons sentimentos (alguns chamam de nossa Sombra) talvez seja aceitar a nossa condição dupla, dúbia, ambígua, bipolar, que gera diálogos internos e externos extremamente ricos, e em algumas situações, problemas. Uma das fontes de nossa complexidade é a polarização, acabarmos com ela é simplesmente impossível. Mas há uma horda de pessoas que propõem isto, através dos mais variados argumentos, mas todos disfarçando uma coisa feiosa, chamada Hipocrisia. São os Santos de Pau Oco espalhando suas verdades unidimensionais por aí.
Pensei nisto por uma questão simples. Todo mundo já ouviu falar que Elefante têm medo de Rato. Mas isto não é verdade comprovada, é verdade complementar, das necessidades que temos de criar opostos. Como aceitar algo majestoso e gigantesco como o Elefante, sem que ele tenha sua Sombra, o pequeno Rato? Não há nenhuma comprovação que Elefantes tenham medo de Ratos.
Nossa mente precisa de complementares, não conseguimos pensar em algo absoluto sem pensarmos no seu oposto complementar.

Como você explicaria isto para seu chefe?

Digamos que você fosse um policial que estivesse fazendo ronda polícial e, num momento de descontração, encoxasse uma vaca da Cow Parade de uma maneira sensual e rebolante. Até aí tudo bem, brincadeira de madrugada entre colegas, para descontrair.
Mas aí vem um chato, resolve fotografar e mandar a foto para seus superiores e para a mídia. O que você diria?
Se fosse eu, falaria o seguinte:


"Chefe, gostaria de deixar claro que estou tranquilo perante os fatos. Posso garantir que conheço aquela vaca, a escultura da vaca, como o senhor quiser definir. Minha irmã é amiga dela, melhor dizendo, da pessoa que a criou.
Fomos a uma festa semana passada, eu e minha irmã. Fiquei interessado pela vaca da amiga dela, e perguntei se podia conhecê-la mais de perto. Ela disse que sim, e que precisava de ajuda para carrega-la para dentro do caminhão. Eu arrastei a vaca e levei para dentro do caminhão. A escultora ficou impressionada com a minha força, e sabe como é, papo vai, papo vem, acabamos na boa e velha conjunção carnal... Aí o pessoal da ronda noturna ficou me perguntando sobre a festa e um deles disse: E aí, como foi que conseguiu pegar a vaca da escultora? Aí eu mostrei como tinha pegado. Sem nenhuma malícia, mas o senhor sabe como as pessoas gostam de inventar coisas..."

5.3.12

Hoje é o aniversário da morte do Stalin!

Por isto eu acredito que não há absolutamente nenhuma racionalidade em Futebol, Política e (obviamente) Religião. Hoje é o aniversário da morte do Stalin, e vi algumas pessoas exaltando o cara no Facebook. 
Respeito todas as doutrinas, ou pelo menos a maioria delas, mas a aplicação das doutrinas é em geral desastrosa. A vaidade, o poder, a ganância, a violência acabam por destruir qualquer bom princípio ou boa ideia. Muitas vezes quem destrói é a ignorância, importante e perigosa para as doutrinas.
Bom, o que falar sobre o Stalin? Que ele tirou a vida de milhões de pessoas? Tudo em nome de um ideal, matou milhões de pessoas do seu povo para proteger o seu povo? Não entendo.
Como todos os partidos hoje no Brasil são de esquerda e pretensamente ou parcialmente de cunho social (ou socialistas), deduzo que está tendo festa em muito comitê e sindicato por aí.
Só peço que as ideias não se tornem mais importantes do que a vida das pessoas.
Nunca vou me esquecer de uma greve que aconteceu na USP, quando eu estudava lá. O pessoal politizado ergueu uma barreira de pneus na porta principal da Universidade e tacou gasolina para botar fogo.
Conheci o cara que era responsável por acender aquela pira gigantesca de pneus. Ele contou que na hora que ia botar fogo, um motociclista derrapou na gasolina e caiu no meio dos pneus. Ele lá, com a tocha na mão, ficou pensando:


"Devo acender? Se o motociclista morrer podemos considerar que a morte dele foi aceitável para chegarmos finalmente na Revolução. Acendo ou não acendo?"


Felizmente o cara desistiu de botar fogo nos pneus, e no motociclista. Não preciso dizer que ele entrou em crise existencial depois do ocorrido e resolveu fazer militância em outras áreas... Todos agradecemos. Em especial o motociclista...

E o resultado é exatamente o contrário do que se esperava!

Quantas campanhas publicitárias geram o resultado oposto do esperado? Eu conheço um monte.
Uma das que mais me chamaram a atenção foi a de uma marca de palmito que colocou um outdoor numa avenida de São Paulo (na época podia) com um palmito gigante, na horizontal, que ocupava toda a imagem. Em baixo, o slogan: "Palmitos X, 14cm de puro prazer". Eu olhava aquela forma branca e cilíndrica e pensava se só eu tinha a mente poluída. Palmito? Prazer? Que papo é este?


O mesmo acontece com as campanhas anti-drogas (apesar delas terem melhorado muito nos últimos tempos). Achei um vídeo de uma campanha contra a maconha dos anos 1930, e posso garantir que é uma grande ideia para estimular o uso desta droga. No vídeo as pessoas são alertadas para evitarem o uso da maconha, senão iriam participar de festas muito loucas, com mulheres seminuas e muita diversão. Bom, imagino que as pessoas que assistiam ao filme saíam para comprar maconha logo depois da sessão, parece até uma apologia ao uso. 
Não precisa ser gênio para saber que campanhas destinadas aos jovens não devem tentar proibir nada, afinal de contas, tudo o que é proibido é excitante, misterioso, passível de investigações. Estimula a curiosidade.
Veja a campanha e tire suas próprias conclusões.


4.3.12

Tribos indígenas isoladas são descobertas!

Pois é, ainda existem povoamentos isolados sendo descobertos pelo mundo afora! Desta vez foram descobertos os índios Maschio-Piro, na Amazônia Peruana, veja a matéria, coisa interessante. Os caras realmente parecem perdidos da civilização, descabelados, zoião arregalado, tipo um show de heavy metal, só que com todo mundo pelado.


Mas existem outras inúmeras tribos que vão sendo descobertas todos os dias, e estas não estão isoladas, elas muitas vezes estão mergulhadas em nossa civilização, mas não nos damos conta da existência delas. Vejam alguns exemplos que garimpei com meus amigos Sociólogos.


Os Furta-Cor
Muita gente não é capaz de identificar a tribo dos Furta-Cor pelo simples fato de não associar um indivíduo ao outro. Por exemplo, seu vizinho, que resolveu pintar  as janelas da casa dele de azul real, as paredes de verde bandeira e os muros de amarelo gema, provavelmente é um Furta-Cor. E você achou que ele apenas era um nacionalista que resolveu transformar a casa numa versão sólida da bandeira do Brasil.
Sua tia que usa aquele vestido-sofá, sabe? Com Hibiscos estilizados alaranjados num fundo de mata tropical com variados tons de marrom e verde, pois é, ela também faz parte desta tribo.
Antigamente os Furta-Cor se tornavam mais visíveis na meia-idade, mas hoje muitos deles já são percebidos na adolescência, pelos tênis e bonés. Basta ir a um show do Restart ou Cine (eles ainda existem?) que você vai encontrar a ala jovem da tribo reunida.


Os Eólicos
Tribo muito antiga, foi confundida com os Estóicos por problemas de má tradução. 
São pessoas simples, silenciosas, geralmente estão sorrindo e trazem paz aos que estão ao seu redor.
Apesar de cultuarem o Deus Éolo, têm uma relação ambígua com seu Deus, pois a característica mais marcante desta tribo é ficar totalmente descabelada ao tomar qualquer ventinho. Não há laquê, alisamento permanente ou boina que resolva. Foram muito confundidos com os Beatniks nos anos 1950.
Atualmente uma parte da tribo rompeu com os laços culturais e fundou a tribo dos Rastafári, que besuntam seus cabelos com tanta banha de porco que a moita não mexe nem no meio de um tornado.


Os Falsos Magros
Tribo que já esteve confinada na ilha de Tonga, hoje se espalhou pelo mundo. São extremamente inteligentes e sedentários, responsáveis por 50% do consumo de Pingo D´Ouro de todo o planeta.
Sua habilidade é se mimetizar ao máximo entre os magros, mesmo sendo rochunchudos. Usam roupas com listras, bem folgadas, fazem maquiagem para afinar o rosto, em suma, experts na arte da camuflagem.
São avessos ao contato social direto, em parte pelo fato de saberem que um abraço bem dado poderá colocar o disfarce em risco, já que eles ainda não conseguiram inventar uma estratégia para aparentarem magreza do ponto de vista táctil.


Os Juke Boxers
Em plena extinção nos dias de hoje. Com o desaparecimento dos Juke Boxs a tribo ficou sem moradia, muitos tentaram viver em cima de máquinas de salgadinhos dentro das empresas, mas a falta de música gera depressão e banzo na maioria dos indivíduos desta tribo.
Muito difíceis de serem encontrados por sua capacidade de passarem desapercebidos. A imagem acima mostra o quanto é complexo seu disfarce. Se prestar bastante atenção poderá reparar que há algo estanho na foto. Foque na parte superior do Juke Box e tente não focar em nada, vá se acostumando com a cor da parede e finalmente verá uma sombra um pouco mais escura. Agora foque e poderá ver algo parecido com um ser humano. Eis um Juke Boxer! Se por acaso não conseguir ver, pegue um daqueles livros de imagens 3D e fique treinando. Não são todas as pessoas que conseguem perceber a presença destes indivíduos.

3.3.12

O problema do Jornalismo de hoje são os Jornalistas, ora bolas

Acho gozado pessoas que culpam entidades abstratas e inocentam pessoas. Gente que fala mal da "Elite", por exemplo. Quem é esta tal de "Elite"? O que faz alguém pertencer a esta entidade abstrata? Todas estas entidades são desculpas para dizermos "os outros, não eu". Sempre nos esquivamos, nos eximimos das culpas, e atacamos o outro, e para isto usamos palavras genéricas que podem ser usadas em várias situações diferentes, sem risco de errar, pois ninguém se considera parte delas. Sempre achamos que nós somos bons, os outros é que são maus.
Sou leitor voraz, e adoro todos os tipos de leitura. Notícias sempre me atraíram, quer seja pelo exótico, quer seja por querer entender diferentes questões que acontecem ao redor do mundo.
Mas tenho reparado que há muitos jornalistas preguiçosos nas mídias digitais. Um exemplo? Uma matéria sobre um novo restaurante que tinha tudo, menos a ficha técnica do local, ou seja, onde fica, telefone e link pro site. Você lê a matéria e depois tem de ir pro Google procurar o básico da notícia...
A notícia que hoje me deixou besta foi a de que (segundo o jornalista) "Os Ricos são mais propensos a trapacear", divulgando uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.
Acho que como tinha assinatura de uma Universidade famosa, o jornalista sequer se deu ao luxo de parar para pensar antes de replicar o que estava lendo. Traduziu, "tropicalizou" (adaptou ao estilo brasileiro) e nem sequer cogitou pensar na notícia que estava escrevendo. A pesquisa diz que pessoas com maior poder aquisitivo têm maior tendência de passar no sinal vermelho, fazer pequenas tramóias e enganar os outros. Ora, meu amiguinho proto-jornalista, pense que pode ser o contrário! As pessoas que são mais picaretas tendem a ter maior poder aquisitivo, já que são mais hábeis em enganar os outros e usar as leis ao seu favor, de uma maneira mais individualista que a média! Acho que você perdeu uma ótima oportunidade de se posicionar de maneira interessante questionando a pesquisa, ao invés de assumir uma verdade e só repassá-la, contribuindo para a ignorância geral.
Por estas e outras vejo que o fluxo de comunicação nas mídias sociais e digitais em geral é apenas replicação de informação, sem questionamento, apenas divulgação. É mastigação e excreção, sem digestão. Hora de começar a ler e refletir, não é?

2.3.12

O Facebook é o Taxista da Era Digital!

Quantas vezes você entrou no Facebook e encontrou um monte de gente falando sobre o clima? 
"É, vai chover"
"Este calor está insuportável"
"Parece que vem uma frente fria no final de semana"

Ou falando sobre o final de semana?

"Oba, é sexta"
"Já é domingo? Que pena"


E sobre jogo de futebol?
"O Corinthians não está em boa fase, né?"
"Você viu o gol que o Alex perdeu?"
"Com este técnico o São Paulo não vai para a frente"


Por estas e outras percebo cada vez mais que o Facebook na verdade é um enorme Táxi digital. Como a conversa não evolui, só dá para ficar na base do papo furado. Ninguém entra no Facebook (nem no Táxi) e começa conversa existencial, profunda. Só quando quer impressionar, mas quem quer impressionar o Taxista? Só gente que tira foto querendo pagar de bacana para literalmente qualquer um, momento apelação total. Mas a média das pessoas simplesmente fica no pré-trivial, ou seja, em lugar nenhum da comunicação.


Logicamente estou falando de pessoas banais, diferentes de mim ou de você, que somos pessoas refinadas e só de vez em quando acessamos o Facebook, mais para se manter atualizado. O resto de tempo passamos salvando criancinhas e lendo Shakespeare. Como têm gentinha neste mundo, né?


A Evolução do Sorriso

Recebi uma imagem de um amigo, ela diz que fomos projetados para sorrir. Mas o sorriso evoluiu de uma maneira bem estranha, e a risada também.
De acordo com Ramachandran, excelente escritor e neurocientista, em todas as outras espécies arreganhar a boca e mostrar os dentes é sinal de agressão, só na raça humana é que tem outros significados.
Curiosamente em nossa espécie se transformou em símbolo de empatia e diversão. Freud já havia notado o poder malvado da risada. Como digo, prefiro rir com alguém do que rir de alguém. E rir de alguém é uma estratégia eficaz de cooptação do interlocutor, como Freud percebeu em seu livro sobre Piadas (sim, ele escreveu um livro assim, e é incrivelmente consistente, como tudo em Freud). Ao "atacarmos" ironicamente alguém fazendo o interlocutor rir de nosso comentário, trazemos o cara para nosso lado "subornando" com o prazer gerado pela risada. É um tipo de agressão, mas não se compara à atitude defensiva de eriçar os pelos e arreganhar os dentes. Os babuínos têm dentes grandes que são ornamentais, não servem para mastigação nem para morder, apenas para intimidar.
No nosso caso a grande diferença são os neurônios espelho, abundantes em nossa espécie, que ajudam no processo de mimetização do que vemos. Assim, quando vemos alguém rindo também rimos, e assim surge o contágio de risadas.
Acredite se quiser, já existiram casos de contágios seríssimos de risadas, sendo que alguns locais tiveram de ser isolados por causa do descontrole da situação. Na África o surto só passou depois de dois anos de ter começado...


O que começou como instinto de defesa em nossa espécie se transformou em empatia. Mistérios darwinistas...

1.3.12

O Futuro do Hambúrguer - Vegetarianos,e aí? Vão encarar?

Tem bastante cientista tentando desenvolver carne artificial para consumo humano. Sei que o desafio da alimentação é o maior que teremos em breve, comparável ao de combustível.  Mas as opções são terríveis, e estou falando de insetos. Sim, maior fonte de proteína disponível por aí. Como já comi bicho da seda e grilo, posso dizer que, apesar da pouca experiência com insetos, vou evitá-los o máximo possível, o gosto realmente não atrai nem um pouco (as perninhas do grilo são bem desagradáveis).
Mas tem gente que não quer comer inseto, muito menos depender da criação e abate maciços de bois, carneiros e ovelhas! Tem gente que já está clonando hambúrguer!
A equipe que desenvolve o hambúrguer de carne clonada estima que vai gastar mais de 500 mil reais no primeiro hambúrguer, mas parece que para ele ir para as grelhas ainda vai demorar um pouco.
O que eu mais penso sobre isto é sobre o dilema moral dos vegetarianos - a partir do momento em que a carne for clonada, não há mais morte de bichinhos, certo? Então, os vegetarianos, a princípio, poderiam comer um belo e sangrento hambúrguer, ou não? Qual vai ser o novo dilema moral perante esta situação?
Algum vegetariano se manifesta?

Sua vida sexual anda complicada?

Já foi o tempo que lamber os pés de uma moça era considerada uma tara absurda e passível de prisão. Hoje o mundo ficou bem mais complicado. Estava lendo uma matéria onde um cara pergunta para a psicóloga de plantão se querer ser um escravo sexual é algo estranho. Se querer ser humilhado pisado, trancado numa jaula etc seria algo abominável e criticável.
Cara, apesar de eu não ser psicólogo posso te responder: É sim, não é normal alguém querer ser esculachado e pisado, com uma roupinha cheia de tachas, mas você pode fazer isto se quiser. Faça à vontade, tá cheio de gente assim, veja quem estuda para passar em concursos públicos. O que este cara está querendo? Atender no balcão do posto de saúde? O que vai acontecer com o figura? A busca por humilhação é interminável.
Eu passo por isto o tempo todo, cada vez que faço uma prospecção de negócios. Você está lá, à disposição do potencial cliente. Se ele pedir para você fazer uma imitação do Sérgio Reis você bota o chapelão e começa a cantar Menino da Porteira...
Mas a questão não é esta. Há inúmeras modalidades sexuais ainda não catalogadas, e queria mostrar pelo menos três (sempre faço três pois tenho preguiça e o leitor também não teria paciência de um compêndio com 1650 taras... Pensando bem, o leitor provavelmente adoraria... Vou repensar meus posts)


Eragomania - O grande barato destas pessoas é transar com pessoas vestidas de dragão. Quanto mais fiel for a fantasia maior o prazer.
Alguns casos de queimadura de 2o grau foram constatados na Indonésia, durante a filmagem de "Se beber não case 3". Um ator vestido de Mushu, de Mulan, acabou falecendo numa cena de asfixia sexual misturada com gás hélio. Ninguém entendeu suas últimas palavras, pois foram faladas com voz fininha por causa do hélio...


Nanoacrosexualidade - Estranho fetiche por anões em aviões que simulam gravidade zero. Semelhante ao porco besuntado de festa junina, o barato é conseguir pegar o anão, que se esquiva flutuando pela nave. A diferença entre o que vai acontecer depois eu prefiro não comentar...


Aboboramania - Mais comum na época do Halloween, é um estilo de vida onde pinta-se partes do corpo de laranja, como se fosse uma grande abóbora. O único local não permitido é na cabeça, para não ficar parecido com espantalho de filme de terror. É um tipo de exibicionismo Vegan, um lance de reciclar a sexualidade. Ainda não entendi direito. Agradeço se algum leitor praticante explicar.


Acredito que meus leitores tenham conhecimento de outras inúmeras fantasias, e agradeço a contribuição mandando maiores informações para criarmos um grande catálogo para orientar as novas gerações sobre o que é interessante no mundo do sexo!


29.2.12

Para os amantes dos animais e otakus em geral

Linda campanha, realismo fora de série, jingle incrível! Adorei os óculos vintage... Por sinal o que são aqueles gestos com uma cesta que ele faz?


Godzilla é aqui!


Adorava os filmes e seriados de monstro que inevitavelmente destruíam Tóquio, aquela coisa do monstro ser de borracha com zíper nas costas e o cenário de papelão.
Ontem li que o maior medo do governo japonês quando a Usina Nuclear de Fukushima vazou era a total destruição de Tóquio, e aí eu pensei: Os seriados e os filmes refletiam um temor profundo dos japoneses, de que um dia a força motriz da civilização deles poderia ruir. 
Isto tem relação com a unificação do império japonês, com toda a sua cultura de clãs espalhados, guerras tribais e características culturais. Como na China e Itália, há pouco unificadas, e a África, ainda tribal.
Como os clãs japoneses deram espaço a uma cultura diversa porém centralizada, a perda do centro seria catastrófica, principalmente pelo fato de que os clãs não teriam condição de se reerguerem de maneira independente: Eles agora dependem da unidade.
Godzilla ou Fukushima são o pesadelo das culturas que passaram por um processo recente (do ponto de vista histórico) de unificação. Nada como um grande oponente, com a magnitude de Tóquio, para destruí-la.
Nada de novo, Tanathos versus Eros, Mal e Bem, e por aí vai. Mas que sempre existe um pesadelo horrível que complementa nossos melhores sonhos, existe. Não há como evitar.

O que é o Marketing, afinal?

Muita gente confunde Marketing com Publicidade, como se divulgar um produto fosse a essência do Marketing, e não é.
Uma das vertentes mais utilizadas do Marketing hoje é a orientação do produto para vários públicos, assim você pode aproveitar ao máximo aquilo que já tem, apenas fazendo algumas adaptações.
Vamos dizer que você tenha uma gravação, um áudio, que diz "Vai, Isto, Continua, Vai, Não pode parar."
O que fazer com uma coisa destas? Use o Marketing ao seu favor!


Produto 1 - Áudio Book Motivacional - Aproveite a onda de gente desanimada com seu trabalho e com a vida e lance uma versão em CD para que as pessoas se sintam motivadas a continuar a vidinha besta delas!
"Vai, Isto, Continua, Vai, Não pode parar."


Produto 2 - Fone Erótico - Crie uma versão afinando a voz do áudio e deixe em looping num telefone, cobre por minuto!
"Vai, Isto, Continua, Vai, Não pode parar."


Produto 3 - Puxador de Escola de Samba Eletrônico - Para ensaios em geral e quando o puxador oficial não comparece. Coloque a foto dele em algum lugar visível e deixe a gravação rolando.
"Vai, Isto, Continua, Vai, Não pode parar."


Produto 4 - Personal Trainer Digital - Crie um aplicativo para Iphone ou Android com sua gravação: O treinamento de seus clientes vai ser turbinado pelas frases motivacionais!




Existem infinitas possibilidades para seu produto, que antes era uma bobagem e agora será disputado a tapas pela multidão. Sucesso em sua empreitada... Não desista! "Vai, Isto, Continua, Vai, Não pode parar."

28.2.12

Quer saber por que não usar drogas, amiguinho?

Preciso dizer alguma coisa?


Aula de Resmungar - Parte 1

Vemos muitas pessoas resmungando por aí, é comum ouvirmos pessoas que acham que o mundo deve algo a elas. De certa maneira elas têm razão, pois compraram um projeto de vida criado por alguém e na hora de entregar o vendedor sumiu...
Mas resmungar é uma arte, e vejo que há um número enorme de pessoas que simplesmente não conhecem a etiqueta do Resmungo. Seguem algumas orientações básicas:


1 - O mundo é contra você, e a pessoa que está na sua frente também é
Vejo um monte de pessoas resmungando sem aproveitar a oportunidade de culpar o outro pela sua infelicidade. Foque no seu interlocutor, veja como ele deixou de te fazer feliz e explore melhor esta questão! Uma oportunidade única de transferir seus problemas em tempo real.


2 - Resmungar sobre saúde é coisa de velho
Pare de falar que tem dor nas pernas, varizes ou dor nas costas, é de mau gosto e denuncia a sua idade. Seu resmungo deve ser sobre duas coisas: Dinheiro para realizar luxúrias de consumo ou Tempo para realizar suas luxúrias carnais. Assim a pessoa vai saber que você conhece coisas bacanas e quer mais e que é assediada mas não tem tempo para desbundar como poderia. Só se o dia tivesse 40 horas e tivesse uma provisão interminável de Pomada Minâncora.


3 - Resmungar baixinho é para os fracos
De que adianta reclamar se ninguém ouve? A ideia é que o resmungo atrapalhe o bom andamento das conversas dos outros, que ele predomine no ambiente, de tal maneira que qualquer um tenha um dia pior depois de ter cruzado com você.


4 - Não arranje cúmplices, sofra sozinho
A coisa mais odiosa de resmungar é encontrar alguém que compartilhe de seus sentimentos. Quando seu interlocutor concordar, mude de assunto e use a técnica número um, mande bala no seu interlocutor! É horrível sentir empatia e ao mesmo tempo resmungar. Há um misto de felicidade e desagrado que acaba prejudicando todo aquele momento infeliz que você está passando.


Continue resmungando, mas com estilo, por favor!

27.2.12

Você está gritando por gritar ou quer que alguém te ouça?

Num almoço na Vila Madalena quase não consegui comer com tanta gritaria. Ao meu lado uma adolescente de uns 20 anos (adolescência hoje vai até uns 30), kit moderninha (bem cuidada, cabelinho da moda, vestidinho florido) gritava e chorava convulsivamente com pai, que ouvia calado. Na verdade calado é pouco, o cara era uma estátua. A infeliz estava furiosa com outra pessoa e expressava seus sentimentos em alto e bom tom, pouco se lixando se estava incomodando todas as mesas ao redor.
Aí eu pensei: Se eu acendesse um cigarro aqui, o mundo iria parar. Iriam chamar o Kassab e sua equipe de vigilância de bons modos sociais, me jogariam pela janela, o escambau. Mas é só com o cigarro, e com talvez outras coisas, como ser pobre ou sujo que as pessoas se incomodam. A total invasão de espaço sonoro (não sou obrigado a ouvir o que a Tia Nena acha da moça, nem quero saber quem é a Tia Nena) é justificável, pois ela está expressando a sua opinião, e que o mundo tolere seus resmungos e infantilidades. É assim que a coisa vai.
O inacreditável, e óbvio, era o total alheamento do pai. Não só deixou a filha gritar, como não a consolou, não fez nada para que aquela ceninha acabasse. Nem colo nem preocupação com os que estavam ao redor.


Mas não, não é porque o pai é assim que ela estava agindo desta maneira. Nem é porque a escola não a educou direito sobre boas maneiras. E nem porque estava barulhento o restaurante. A questão é que todo mundo quer expressar os seus sentimentos, mas ninguém quer dialogar. A infeliz só queria gritar, não queria que ninguém a escutasse. Veja a quantidade de gritos espalhados pelas Redes Sociais que perceberá que não há intuito de comunicar, de dialogar, apenas de gritar. E posso garantir que um mundo cheio de gente gritando por gritar não é um mundo melhor.

26.2.12

Auto-percepção - Você tem?

Adoro observar as pessoas na rua e pensar por que elas "definiram" aquele estilo de vida, aquela maneira de se vestir, de andar etc.
O que percebo, na maioria das vezes, é que as pessoas projetam percepções que tem de si mesmo ao admitirem um estilo. Algo como assistir Matrix, se identificar com o Keanu Reeves e resolver se vestir como ele (por sinal onde anda o moço?)
O fato do cara ser totalmente diferente não atrapalha a vontade de se vestir como o ídolo.
Da mesma maneira vejo o pessoal se projetando nos cantores, nas modinhas e em tudo que é possível se projetar. Há uma necessidade constante de ter referências, mesmo que elas não tenham nada a ver com você.
Vale a mesma coisa para o pessoal Cosplay, que se veste como personagem de desenho animado. Será que o pessoal não tem espelho? Ou o espelho é pouco perante a grandiosidade (ou pequenez) de seus egos? Sempre me surpreendo.
Selecionei um belo vídeo de Wannabes cantores. Cantar faz bem, mas filmar é botar no YouTube requer falta de noção! Prepare os ouvidos!



Vídeo Misterioso - O que está acontecendo nele?

O vídeo abaixo é a prova que não é possível entender algo sem conhecer a linguagem e o contexto. Eu sempre achei que dava para entender alguma coisa só vendo os gestos e as expressões, mas depois deste filminho fui convencido de que não tenho noção do que esteja acontecendo. É ver para crer...
Mais de 150 milhões de pessoas assistiram esta birosca! Não sei o que é pior, o filme ser incompreensível ou 150 milhões de pessoas assistirem.  O que será que esta multidão viu?