Let´s Go!

Let´s Go!
Let´s Go!

17.3.12

Interpretar é para os fortes!

Como dei aula de teatro uns vinte anos nesta vida posso dizer que atuar não é para todos, não basta querer, tem de treinar, e muito.
Selecionei algumas cenas que valem a pena seres assistidas, de atores em seu momento de glória, mostrando para todo mundo como são ruins. Boa diversão!


Preste atenção na tentativa de diálogo, na maneira sutil de largar a arma, e no olhar trágico ao se despedir da vida. Coisa fina! 


Seria impossível falar de atuação sem citar o William Shatner, que é um dos menos talentosos atores a sobreviverem em Hollywood. Esta cena de luta do seriado Star Trek dá uma noção do talento do rapaz. 


Já no próximo filme o pessoal que postou chama a atenção para a péssima interpretação da velhinha que vê o Schwarzenegger em sua primeira aparição em filmes, em 1969. Eu peço que observem como o Schwarzenegger é ruim mesmo numa cena onde ele aparece por menos de um segundo. Veja!

Já os filmes de Kung Fu têm sua graça, acho que são filmados muito rápido, sem dinheiro e também os caras devem pensar que ninguém está lá para ver uma bela interpretação dramática. Morrer bem é uma arte, mas não no caso a seguir...

Para terminar, um belo filme de guerra, com uma sequência de tragédias que força tanto a barra que vai ficando cada vez mais divertido. E é em preto e branco, com gente falando em alemão, dá aquela sensação de estar vendo um filme Cult, mas não dá para resistir às más interpretações... (minha preferida é a cena da bazuca)

E para terminar um ótimo filme de 5 segundos sobre figurantes, um dos grandes problemas do cinema!

Sobre a impossibilidade de peidar em cima de uma moto

A motocicleta de passeio oferece grande liberdade para quem anda, mas gera algumas restrições. A que considero pior (depois obviamente do perigo de um acidente com um carro) é a impossibilidade absoluta de liberar os gases enquanto está dirigindo.
O motorista que anda num carro sempre está tranquilão. Tira catota do nariz, tira sujeira do dente, limpa a ramela dos olhos e peida à vontade, sem medo de ser feliz. Basta abrir a janela e pronto!
Quando passamos de moto ao lado dos carros sentimos o poder da flatulência nos carros, o pessoal não se intimida, manda bala mesmo.
Tenho inclusive reparado que existe um batalhão de gente fumando maconha e dirigindo. A maresia é braba, e nós, os motoqueiros, sentimos todos os odores que saem dos carros (além de uma fumaça infernal).
Mas o pobre do motoqueiro nem peidar pode. A moto não tem uma ergonomia compatível com o intestino, esta é a verdade. A posição de quem dirige moto de passeio é praticamente um lacre intestinal. Se quer se aliviar, tem de levantar da moto. Esta é uma imagem que você observa de vez em quando. Repare: Se o motociclista deu uma levantadinha sem razão aparente, é bufa na certa!


Já o motociclista que dirige motos esportivas é um felizardo. Se por um lado fica todo torto, parecendo um corcunda, do ponto de vista flatulento é uma posição incrível, que ajuda até a acelerar a trajetória do bólido.


A grande questão é: Ficar todo encurvado e preferir as motos esportivas ou sair com as motos de passeio e scooters e simplesmente ficar entalado? A vida é uma grande encruzilhada...

15.3.12

Há pouco o que fazer com a infelicidade dos outros

Parece fatalismo, mas não é.  O que podemos fazer pelos outros é muito pouco.
Não adianta dar atenção, tratar com carinho, sorrir, fazer agrados, ser gentil. Isto só dá certo se já existe na pessoa a disponibilidade de receber esta atenção. Há pessoas que não ativaram este botão, e que sofrem sem saber por que estão sofrendo.
Não quer dizer que você não deva fazer tudo isto. Faça! Mime as pessoas queridas, dê atenção, carinho, mas não espere que isto vá gerar algum resultado, pois possivelmente não vai gerar.


Precisamos aprender a oferecer afeto sem gerar nada em troca, o que em muitas situações parece impossível.
É necessário lutar contra uma prepotência que temos, parte inflada pelo ego, parte estimulada pela lógica "ação-reação" (se eu faço o bem para alguém ele necessariamente irá se sentir ou ficar bem).


No fundo o grande desafio é a prática do desapego. Conseguir oferecer o afeto sem esperar nada em troca, nem para você nem para a outra pessoa. Muitas vezes falamos do desapego e associamos com o desapego pessoal, aquele que faz que você não espere nada para você do que fez, mas é bom lembrar que é necessário se desapegar inclusive de que seu sentimento vá gerar algo no outro.


Temos inúmeros ditados que vão contra este pensamento, acho que o principal é "Não adianta jogar pérolas aos porcos", como se fosse preciso selecionar a quem dirigir o afeto. Eu mesmo penso muitas vezes assim, já que é uma chatice ser gentil com quem te trata mal, ser afetuoso com quem está azedo. Mas, se pararmos para pensar, o que interessa mesmo? Ser afetuoso ou gerar algum resultado com o afeto? É uma troca o que você espera? Então é melhor definir qual tipo de troca está esperando e qual a moeda que vai utilizar. Mais do que isto, é bom também definir o quanto vale a sua moeda. Um "bom dia" vale um sorriso? Se não receber "sorriso" de volta não dá mais "bom dia"?


Se soubermos gerenciar a frustração e a expectativa da sensação de gratuidade, é possível ter uma relação afetuosa com o mundo. Mas não espere que isto vá gerar nada, é só pelo afeto mesmo.

14.3.12

A 3a Guerra Mundial será na África? (Uma reflexão pós KONY 2012)

Esta semana vi o belo filme Kony 2012, onde um  americano propõe expor ao máximo a figura de Kony, um rebelde de Uganda que sequestra e maltrata crianças para criar um exército próprio (já faz isto há décadas). Com isto o cineasta pretende fazer com que este problema se torne visível, sensibilizando a população e as autoridades mundiais para tentar parar com esta prática.
A ação e a ideia são muito positivas, apesar de exalarem um certo messianismo, mas nada contra. E o filme é belo, triste e emocionante.


Por outro lado acompanhamos um crescente expansionismo da China no território africano. Empresas chinesas estão envolvidas em projetos de infraestrutura em diversas regiões da África. A China percebeu a oportunidade e está exportando sua capacidade e seu baixo custo para literalmente "pavimentar" o desenvolvimento africano.


Que a África precisa de ajuda humanitária e de infraestrutura ninguém duvida, mas o que acontecerá quando estes dois modelos mentais entrarem em conflito naquele continente? Pelo que me parece os chineses não aparentam muita preocupação com o indivíduo, mas sim com o coletivo, ou macro-coletivo (um ideal ou ideia por trás de massas humanas implantando este ideal). O governo chinês nunca demonstrou muita preocupação humanitária em relação aos próprios chineses (conceitos como direitos humanos e trabalhistas são bem diferentes na China, ao que parece). Não imagino que ele teria este tipo de preocupação em relação a outros povos. Assim, é possível que ao construir esta infraestrutura necessária ao povo africano as empresas chinesas gerem situações delicadas nestes aspectos em relação aos africanos nelas envolvidos, funcionários, comunidade, etc.


Numa situação desta, agora os vilões não seriam mais os próprios africanos, mas sim os chineses, e como reagiria o messianismo americano quando as estatais chinesas forem as culpadas por situações de miséria ou exploração de um povo já sofrido?


Não digo que isto esteja acontecendo ou que vá necessariamente acontecer, mas se a postura salvacionista americana cruzar com o expansionismo coletivo chinês na África talvez vejamos um conflito de grande ordem por lá. Honestamente espero que isto não aconteça, mas é algo para se pensar.

12.3.12

Facebook é o delírio coletivo

Carros lindos e potentes, vídeos de festas maravilhosas, sentimentos profundos e nobres.
O Facebook é hoje a representação do delírio das pessoas. Neste sentido ele é muito mais do que o Second Life, que ainda têm desafios gráficos a serem transpostos para poder representar o mundo ideal. Hoje o mundo ideal é o Facebook.
Há muito de sórdido e banal também eu sei, mas é como se fosse um dos círculos internos desta grande fantasia. Mas existe, sem sombra de dúvida uma projeção das pessoas querendo simular o que queriam ser, ter, como queriam estar conectadas umas às outras e com as divindades contemporâneas, em especial Gaia, nosso grande arquétipo místico do século XXI.
Até o Muro das Lamentações (Afetivas, Profissionais e Políticas) que aparece vez em quando em nossa timeline é um grande delírio: Como se o resmungo pudesse melhorar relações amorosas, consertar as relações de trabalho ou derrubar modelos centenários de poder no país e no mundo.
Durante uma de minhas corridas no centro de SP comentei com o Ricardo, brother de coração e atual colega de correria, que o fato de estarmos correndo e as pessoas ao redor olharem (somos as únicas pessoas correndo nesta região, acreditem) geraria mais reflexão do que se fizéssemos milhares de pessoas participarem de um grupo no Facebook estimulando a ginástica.
Esta hipertrofia do desejo que o mundo virtual traz gera riscos, em especial a possibilidade de insatisfação absoluta com o Real. Nenhum carro será tão potente, nenhum amor tão maravilhoso, nenhuma causa tão nobre.
Esta virtualização dos sentimentos e expectativas é para o mundo das relações a mesma coisa que a Pornografia é para o Sexo: Altamente estimulante, absolutamente dirigida (segmentada pelo indivíduo, visando uma prática solitária, mesmo quando acompanhada), orientadora do desejo e frustrante, pois nunca a sexualidade se manifestará como ela acontece nos filmes.
As redes sociais hoje criam uma expectativa que nunca se cumprirá na vida real. Você está preparado para esta grande frustração?


Lembrando obviamente do Baudrillard e sua teoria pós-orgia em A Transparência do Mal, que por sinal recomendo.

11.3.12

Conhece a história de um cachorro de rua?

Nos últimos anos tive a oportunidade de conhecer muita gente, e, em especial, um cachorro. Ele mora na rua, tem porte de Pastor Alemão, mas é legítimo Vira-Lata.
Ele morava num cortiço na Avenida Liberdade, perto da praça. Pois um dia este cortiço pegou fogo (até saiu na televisão) e o cachorro foi morar na frente de um prédio abandonado, cem metros do cortiço.
O prédio abandonado acabou virando uma loja, Casas Bahia. Antes era uma ocupação do Movimento dos Sem Teto, que vendia produtos para apoiar a causa. E o cachorro dormia entre os produtos.
Quando o MST saiu as Casas Bahia entraram. E o cachorro continuou lá. Dentro da loja. Até botaram um papelão para ele dormir, entre uma TV de Plasma e um armário Sakai.
Acompanhei a chegada de outros cachorros na região. No terreno do cortiço criaram um estacionamento, e vários cachorros se conheceram por lá.
O pessoal do ponto de táxi sempre levou comida para eles, em especial um taxista barrigudo. Uma velhinha japonesa cuidava da água, e a cachorrada continuava.
Nesta semana passei na Liberdade e encontrei meu amigo cachorro tirando uma bela soneca em frente a outra loja, com expressão tranquila e curtindo sua velhice.
Uma pena que as pessoas não reparem no cotidiano, no cachorro da praça, na velhinha japonesa, no taxista barrigudo. Aprenderiam um monte.

10.3.12

Sex Shop Ecológico!

Para quem acha que a preocupação com o Meio Ambiente deve estar em todos os momentos da vida, agora temos Sex Shop Ecológicas! Na Alemanha existe um que é totalmente Vegan.
Sem entrar nos detalhes sórdidos (que era exatamente isto que você queria, seu depravado), será que a quantidade de látex usada nos vibradores é tão grande a ponto de influir negativamente no meio ambiente?

Uma vez eu li uma matéria falando que o impacto ambiental da fumaça dos carros de todo o planeta era praticamente irrisório se comparado à poluição gerada pelos superpetroleiros, navios de mais de um quilômetro de comprimento que navegam pelos mares. Será que o vibrador é tão poluente assim?
Conheço Marketing, e sei que isto na verdade se chama valor agregado, uma qualificação de um produto para gerar valor subjetivo e ampliar a margem de lucro. Mas depois do Consolo Vegan Biodegradável acho que precisamos repensar, voltar às raízes da questão.
Ah, e não vou fazer nenhuma piada com pepinos e outros vegetais naturalmente Vegans! Vejam a matéria e o vídeo e tirem as suas conclusões!

9.3.12

Gosta de imagens divertidas? Eu também! (primeiras tentativas)

Tenho acompanhado as criatividades de imagens e legendas pelo 9GAG e pelo Facebook, e sempre aparece algo legal e curioso. Comecei esta semana a fazer algumas, honestamente acho que ainda estão meia-boca (para não falar palavrão), mas como tem gosto para tudo, resolvi compartilhar!
Aceito sugestões e dicas!







8.3.12

Dia Internacional da Feminilidade

Acho que deveriam mudar o nome do Dia Internacional da Mulher para Dia Internacional da Feminilidade. Sei das agruras dos movimentos feministas em defender mulheres que estão em condições complicadas (abusos sociais, econômicos, familiares, miséria), há muito o que melhorar, e isto vale para a toda a sociedade, não só para as mulheres. Sei o quanto é cara esta luta para as mulheres, mas sei que hoje podemos comemorar grandes avanços. 


Mas sinto que a essência do dia de hoje é uma declaração de amor à feminilidade, e acho que isto deveria ser mais explicitado. Vejo que a feminilidade foi muito abafada pelos movimentos feministas, como se a delicadeza, a suavidade, o carinho fossem visões estereotipadas que atrapalhavam a busca por um espaço igualitário na sociedade. Hoje vejo as mulheres que trilharam este caminho duro numa busca pelo resgate de sua feminilidade, da mesma maneira que há alguns anos os homens têm tentado se entender com a masculinidade. Não há nada de errado em ser macho, nem em ser fêmea. Nem há nada de errado em manifestar a masculinidade nem a feminilidade. E, cá entre nós, ser macho não significa  manifestar masculinidade nem ser fêmea significa manifestar feminilidade. Mas isto fico para outro post.
Hoje para mim é o dia da feminilidade, do essencial que há, da poesia e beleza que a mulher traz para todas as relações existentes neste pequeno planeta.


Ilustro este post com duas imagens que acho que simbolizam o que eu quero dizer: Uma é de uma soldado (soldada?) americana no Afeganistão acarinhando um cachorro no colo. E a outra é da nossa presidente (presidenta?) Dilma, quando encontrou com o Sean Penn no Haiti e posou com um sorriso muito bonitinho ao lado do seu galã de Hollywood.


Aproveitem a feminilidade, ela é linda de se ver e de se conviver, em todas as fases da mulher.


Tenho duas filhas, sou fã declarados das mulheres, cresci num clã matriarcal, criado por mulheres e entre mulheres. E me sinto um privilegiado.

7.3.12

Os Demônios dentro de nós

Originalmente a palavra Daemon surgiu para definir a voz interior que temos, ou as vozes (no plural) que agem dentro de nossa cabeça. Enfatizo a questão plural, pois existem muitos dentro de nós. Alguns pesquisadores da área da Neurociência não conseguem definir dentro de um indivíduo apenas uma consciência, parece que há várias, da mesma maneira que também não é possível definir um indivíduo como uno, são vários dentro de uma pessoa. É confuso, mas é o que sabemos hoje. Talvez no futuro seja mais claro como isto acontece.
Estes indivíduos e estas consciências não são desdobramentos de nosso ego, como se existissem vários egos, são mais coisas, de acordo com os seguidores de Jung, discípulo de Freud. Há como uma fauna dentro de nós, e nem tudo é regido pelos nossos egos, há outras manifestações, que compõem este "ecossistema", que ainda podem e devem ser investigados.

Mas esta investigação esbarra num fator cultural importante, vivemos numa cultura monoteísta, que define uma "unicidade" das vozes que temos. Melhor dizendo, não devem haver "vozes", mas sim uma única voz dentro de nós, convergente a um único sentimento em relação a um único Deus.

Isto acaba afetando nosso modo de pensar, mesmo quando não somos necessariamente religiosos. Não há como negar que este ambiente "mono" acaba ajudando a construir um pensamento ou uma proposição de pensamento único, fortalecendo a imagem de que somos apenas um, e estamos conectados a outro "um" também. E assim acabamos evitando a dubiedade, a complexidade. Temos de ter um único pensamento, uma única opinião, não sabemos trabalhar com os conflitos interiores que temos e que deveriam ser parte de nós, não algo a ser extirpado.

A dubiedade não é uma situação instável a ser resolvida. Ela é parte de nós. E, sem ela, perdemos muito de nossa "fauna" interior de vozes, que discordam, que surpreendem e que nos fazem sermos o que somos. E se Deus não é um, e sim vários, porque nós não poderíamos ser vários também?

6.3.12

Precisamos dos opostos! (Ou você acha que realmente os elefantes têm medo de ratos?)

Uma vez minha irmã citou uma frase de Krishna (a divindade hindu): "Combater o mal só deixará o mal mais forte". Demorei para entender esta frase, como bom ocidental. Mas depois de ler, reler, e ver todos os vídeos disponíveis do Joseph Campbell, e acho que posso falar um pouco sobre o assunto.

Deus e o Diabo, Bem e o Mal, tudo precisa de seu complementar, de seu oposto. E quando não existe nós o inventamos. Vejam o exemplo dos Reis. De onde surge a figura do Bobo da Côrte? Para quê serve esta figura? Este papel? Para contrabalançar o poder do Rei. Da mesma maneira que existe um homem super-poderoso, há o mais miserável e ridículo de todos.
Curiosamente vemos inúmeras pessoas falando em "acabar com o Mal", e poucas falando em "aceitar o Mal". Se acabarmos com o Mal, viveremos com o Bem Absoluto? Não é um pouco ingênuo? Aceitar o Mal, da mesma maneira que é necessário aceitar os complementares dos bons sentimentos (alguns chamam de nossa Sombra) talvez seja aceitar a nossa condição dupla, dúbia, ambígua, bipolar, que gera diálogos internos e externos extremamente ricos, e em algumas situações, problemas. Uma das fontes de nossa complexidade é a polarização, acabarmos com ela é simplesmente impossível. Mas há uma horda de pessoas que propõem isto, através dos mais variados argumentos, mas todos disfarçando uma coisa feiosa, chamada Hipocrisia. São os Santos de Pau Oco espalhando suas verdades unidimensionais por aí.
Pensei nisto por uma questão simples. Todo mundo já ouviu falar que Elefante têm medo de Rato. Mas isto não é verdade comprovada, é verdade complementar, das necessidades que temos de criar opostos. Como aceitar algo majestoso e gigantesco como o Elefante, sem que ele tenha sua Sombra, o pequeno Rato? Não há nenhuma comprovação que Elefantes tenham medo de Ratos.
Nossa mente precisa de complementares, não conseguimos pensar em algo absoluto sem pensarmos no seu oposto complementar.

Como você explicaria isto para seu chefe?

Digamos que você fosse um policial que estivesse fazendo ronda polícial e, num momento de descontração, encoxasse uma vaca da Cow Parade de uma maneira sensual e rebolante. Até aí tudo bem, brincadeira de madrugada entre colegas, para descontrair.
Mas aí vem um chato, resolve fotografar e mandar a foto para seus superiores e para a mídia. O que você diria?
Se fosse eu, falaria o seguinte:


"Chefe, gostaria de deixar claro que estou tranquilo perante os fatos. Posso garantir que conheço aquela vaca, a escultura da vaca, como o senhor quiser definir. Minha irmã é amiga dela, melhor dizendo, da pessoa que a criou.
Fomos a uma festa semana passada, eu e minha irmã. Fiquei interessado pela vaca da amiga dela, e perguntei se podia conhecê-la mais de perto. Ela disse que sim, e que precisava de ajuda para carrega-la para dentro do caminhão. Eu arrastei a vaca e levei para dentro do caminhão. A escultora ficou impressionada com a minha força, e sabe como é, papo vai, papo vem, acabamos na boa e velha conjunção carnal... Aí o pessoal da ronda noturna ficou me perguntando sobre a festa e um deles disse: E aí, como foi que conseguiu pegar a vaca da escultora? Aí eu mostrei como tinha pegado. Sem nenhuma malícia, mas o senhor sabe como as pessoas gostam de inventar coisas..."

5.3.12

Hoje é o aniversário da morte do Stalin!

Por isto eu acredito que não há absolutamente nenhuma racionalidade em Futebol, Política e (obviamente) Religião. Hoje é o aniversário da morte do Stalin, e vi algumas pessoas exaltando o cara no Facebook. 
Respeito todas as doutrinas, ou pelo menos a maioria delas, mas a aplicação das doutrinas é em geral desastrosa. A vaidade, o poder, a ganância, a violência acabam por destruir qualquer bom princípio ou boa ideia. Muitas vezes quem destrói é a ignorância, importante e perigosa para as doutrinas.
Bom, o que falar sobre o Stalin? Que ele tirou a vida de milhões de pessoas? Tudo em nome de um ideal, matou milhões de pessoas do seu povo para proteger o seu povo? Não entendo.
Como todos os partidos hoje no Brasil são de esquerda e pretensamente ou parcialmente de cunho social (ou socialistas), deduzo que está tendo festa em muito comitê e sindicato por aí.
Só peço que as ideias não se tornem mais importantes do que a vida das pessoas.
Nunca vou me esquecer de uma greve que aconteceu na USP, quando eu estudava lá. O pessoal politizado ergueu uma barreira de pneus na porta principal da Universidade e tacou gasolina para botar fogo.
Conheci o cara que era responsável por acender aquela pira gigantesca de pneus. Ele contou que na hora que ia botar fogo, um motociclista derrapou na gasolina e caiu no meio dos pneus. Ele lá, com a tocha na mão, ficou pensando:


"Devo acender? Se o motociclista morrer podemos considerar que a morte dele foi aceitável para chegarmos finalmente na Revolução. Acendo ou não acendo?"


Felizmente o cara desistiu de botar fogo nos pneus, e no motociclista. Não preciso dizer que ele entrou em crise existencial depois do ocorrido e resolveu fazer militância em outras áreas... Todos agradecemos. Em especial o motociclista...

E o resultado é exatamente o contrário do que se esperava!

Quantas campanhas publicitárias geram o resultado oposto do esperado? Eu conheço um monte.
Uma das que mais me chamaram a atenção foi a de uma marca de palmito que colocou um outdoor numa avenida de São Paulo (na época podia) com um palmito gigante, na horizontal, que ocupava toda a imagem. Em baixo, o slogan: "Palmitos X, 14cm de puro prazer". Eu olhava aquela forma branca e cilíndrica e pensava se só eu tinha a mente poluída. Palmito? Prazer? Que papo é este?


O mesmo acontece com as campanhas anti-drogas (apesar delas terem melhorado muito nos últimos tempos). Achei um vídeo de uma campanha contra a maconha dos anos 1930, e posso garantir que é uma grande ideia para estimular o uso desta droga. No vídeo as pessoas são alertadas para evitarem o uso da maconha, senão iriam participar de festas muito loucas, com mulheres seminuas e muita diversão. Bom, imagino que as pessoas que assistiam ao filme saíam para comprar maconha logo depois da sessão, parece até uma apologia ao uso. 
Não precisa ser gênio para saber que campanhas destinadas aos jovens não devem tentar proibir nada, afinal de contas, tudo o que é proibido é excitante, misterioso, passível de investigações. Estimula a curiosidade.
Veja a campanha e tire suas próprias conclusões.


4.3.12

Tribos indígenas isoladas são descobertas!

Pois é, ainda existem povoamentos isolados sendo descobertos pelo mundo afora! Desta vez foram descobertos os índios Maschio-Piro, na Amazônia Peruana, veja a matéria, coisa interessante. Os caras realmente parecem perdidos da civilização, descabelados, zoião arregalado, tipo um show de heavy metal, só que com todo mundo pelado.


Mas existem outras inúmeras tribos que vão sendo descobertas todos os dias, e estas não estão isoladas, elas muitas vezes estão mergulhadas em nossa civilização, mas não nos damos conta da existência delas. Vejam alguns exemplos que garimpei com meus amigos Sociólogos.


Os Furta-Cor
Muita gente não é capaz de identificar a tribo dos Furta-Cor pelo simples fato de não associar um indivíduo ao outro. Por exemplo, seu vizinho, que resolveu pintar  as janelas da casa dele de azul real, as paredes de verde bandeira e os muros de amarelo gema, provavelmente é um Furta-Cor. E você achou que ele apenas era um nacionalista que resolveu transformar a casa numa versão sólida da bandeira do Brasil.
Sua tia que usa aquele vestido-sofá, sabe? Com Hibiscos estilizados alaranjados num fundo de mata tropical com variados tons de marrom e verde, pois é, ela também faz parte desta tribo.
Antigamente os Furta-Cor se tornavam mais visíveis na meia-idade, mas hoje muitos deles já são percebidos na adolescência, pelos tênis e bonés. Basta ir a um show do Restart ou Cine (eles ainda existem?) que você vai encontrar a ala jovem da tribo reunida.


Os Eólicos
Tribo muito antiga, foi confundida com os Estóicos por problemas de má tradução. 
São pessoas simples, silenciosas, geralmente estão sorrindo e trazem paz aos que estão ao seu redor.
Apesar de cultuarem o Deus Éolo, têm uma relação ambígua com seu Deus, pois a característica mais marcante desta tribo é ficar totalmente descabelada ao tomar qualquer ventinho. Não há laquê, alisamento permanente ou boina que resolva. Foram muito confundidos com os Beatniks nos anos 1950.
Atualmente uma parte da tribo rompeu com os laços culturais e fundou a tribo dos Rastafári, que besuntam seus cabelos com tanta banha de porco que a moita não mexe nem no meio de um tornado.


Os Falsos Magros
Tribo que já esteve confinada na ilha de Tonga, hoje se espalhou pelo mundo. São extremamente inteligentes e sedentários, responsáveis por 50% do consumo de Pingo D´Ouro de todo o planeta.
Sua habilidade é se mimetizar ao máximo entre os magros, mesmo sendo rochunchudos. Usam roupas com listras, bem folgadas, fazem maquiagem para afinar o rosto, em suma, experts na arte da camuflagem.
São avessos ao contato social direto, em parte pelo fato de saberem que um abraço bem dado poderá colocar o disfarce em risco, já que eles ainda não conseguiram inventar uma estratégia para aparentarem magreza do ponto de vista táctil.


Os Juke Boxers
Em plena extinção nos dias de hoje. Com o desaparecimento dos Juke Boxs a tribo ficou sem moradia, muitos tentaram viver em cima de máquinas de salgadinhos dentro das empresas, mas a falta de música gera depressão e banzo na maioria dos indivíduos desta tribo.
Muito difíceis de serem encontrados por sua capacidade de passarem desapercebidos. A imagem acima mostra o quanto é complexo seu disfarce. Se prestar bastante atenção poderá reparar que há algo estanho na foto. Foque na parte superior do Juke Box e tente não focar em nada, vá se acostumando com a cor da parede e finalmente verá uma sombra um pouco mais escura. Agora foque e poderá ver algo parecido com um ser humano. Eis um Juke Boxer! Se por acaso não conseguir ver, pegue um daqueles livros de imagens 3D e fique treinando. Não são todas as pessoas que conseguem perceber a presença destes indivíduos.

3.3.12

O problema do Jornalismo de hoje são os Jornalistas, ora bolas

Acho gozado pessoas que culpam entidades abstratas e inocentam pessoas. Gente que fala mal da "Elite", por exemplo. Quem é esta tal de "Elite"? O que faz alguém pertencer a esta entidade abstrata? Todas estas entidades são desculpas para dizermos "os outros, não eu". Sempre nos esquivamos, nos eximimos das culpas, e atacamos o outro, e para isto usamos palavras genéricas que podem ser usadas em várias situações diferentes, sem risco de errar, pois ninguém se considera parte delas. Sempre achamos que nós somos bons, os outros é que são maus.
Sou leitor voraz, e adoro todos os tipos de leitura. Notícias sempre me atraíram, quer seja pelo exótico, quer seja por querer entender diferentes questões que acontecem ao redor do mundo.
Mas tenho reparado que há muitos jornalistas preguiçosos nas mídias digitais. Um exemplo? Uma matéria sobre um novo restaurante que tinha tudo, menos a ficha técnica do local, ou seja, onde fica, telefone e link pro site. Você lê a matéria e depois tem de ir pro Google procurar o básico da notícia...
A notícia que hoje me deixou besta foi a de que (segundo o jornalista) "Os Ricos são mais propensos a trapacear", divulgando uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.
Acho que como tinha assinatura de uma Universidade famosa, o jornalista sequer se deu ao luxo de parar para pensar antes de replicar o que estava lendo. Traduziu, "tropicalizou" (adaptou ao estilo brasileiro) e nem sequer cogitou pensar na notícia que estava escrevendo. A pesquisa diz que pessoas com maior poder aquisitivo têm maior tendência de passar no sinal vermelho, fazer pequenas tramóias e enganar os outros. Ora, meu amiguinho proto-jornalista, pense que pode ser o contrário! As pessoas que são mais picaretas tendem a ter maior poder aquisitivo, já que são mais hábeis em enganar os outros e usar as leis ao seu favor, de uma maneira mais individualista que a média! Acho que você perdeu uma ótima oportunidade de se posicionar de maneira interessante questionando a pesquisa, ao invés de assumir uma verdade e só repassá-la, contribuindo para a ignorância geral.
Por estas e outras vejo que o fluxo de comunicação nas mídias sociais e digitais em geral é apenas replicação de informação, sem questionamento, apenas divulgação. É mastigação e excreção, sem digestão. Hora de começar a ler e refletir, não é?

2.3.12

O Facebook é o Taxista da Era Digital!

Quantas vezes você entrou no Facebook e encontrou um monte de gente falando sobre o clima? 
"É, vai chover"
"Este calor está insuportável"
"Parece que vem uma frente fria no final de semana"

Ou falando sobre o final de semana?

"Oba, é sexta"
"Já é domingo? Que pena"


E sobre jogo de futebol?
"O Corinthians não está em boa fase, né?"
"Você viu o gol que o Alex perdeu?"
"Com este técnico o São Paulo não vai para a frente"


Por estas e outras percebo cada vez mais que o Facebook na verdade é um enorme Táxi digital. Como a conversa não evolui, só dá para ficar na base do papo furado. Ninguém entra no Facebook (nem no Táxi) e começa conversa existencial, profunda. Só quando quer impressionar, mas quem quer impressionar o Taxista? Só gente que tira foto querendo pagar de bacana para literalmente qualquer um, momento apelação total. Mas a média das pessoas simplesmente fica no pré-trivial, ou seja, em lugar nenhum da comunicação.


Logicamente estou falando de pessoas banais, diferentes de mim ou de você, que somos pessoas refinadas e só de vez em quando acessamos o Facebook, mais para se manter atualizado. O resto de tempo passamos salvando criancinhas e lendo Shakespeare. Como têm gentinha neste mundo, né?


A Evolução do Sorriso

Recebi uma imagem de um amigo, ela diz que fomos projetados para sorrir. Mas o sorriso evoluiu de uma maneira bem estranha, e a risada também.
De acordo com Ramachandran, excelente escritor e neurocientista, em todas as outras espécies arreganhar a boca e mostrar os dentes é sinal de agressão, só na raça humana é que tem outros significados.
Curiosamente em nossa espécie se transformou em símbolo de empatia e diversão. Freud já havia notado o poder malvado da risada. Como digo, prefiro rir com alguém do que rir de alguém. E rir de alguém é uma estratégia eficaz de cooptação do interlocutor, como Freud percebeu em seu livro sobre Piadas (sim, ele escreveu um livro assim, e é incrivelmente consistente, como tudo em Freud). Ao "atacarmos" ironicamente alguém fazendo o interlocutor rir de nosso comentário, trazemos o cara para nosso lado "subornando" com o prazer gerado pela risada. É um tipo de agressão, mas não se compara à atitude defensiva de eriçar os pelos e arreganhar os dentes. Os babuínos têm dentes grandes que são ornamentais, não servem para mastigação nem para morder, apenas para intimidar.
No nosso caso a grande diferença são os neurônios espelho, abundantes em nossa espécie, que ajudam no processo de mimetização do que vemos. Assim, quando vemos alguém rindo também rimos, e assim surge o contágio de risadas.
Acredite se quiser, já existiram casos de contágios seríssimos de risadas, sendo que alguns locais tiveram de ser isolados por causa do descontrole da situação. Na África o surto só passou depois de dois anos de ter começado...


O que começou como instinto de defesa em nossa espécie se transformou em empatia. Mistérios darwinistas...

1.3.12

O Futuro do Hambúrguer - Vegetarianos,e aí? Vão encarar?

Tem bastante cientista tentando desenvolver carne artificial para consumo humano. Sei que o desafio da alimentação é o maior que teremos em breve, comparável ao de combustível.  Mas as opções são terríveis, e estou falando de insetos. Sim, maior fonte de proteína disponível por aí. Como já comi bicho da seda e grilo, posso dizer que, apesar da pouca experiência com insetos, vou evitá-los o máximo possível, o gosto realmente não atrai nem um pouco (as perninhas do grilo são bem desagradáveis).
Mas tem gente que não quer comer inseto, muito menos depender da criação e abate maciços de bois, carneiros e ovelhas! Tem gente que já está clonando hambúrguer!
A equipe que desenvolve o hambúrguer de carne clonada estima que vai gastar mais de 500 mil reais no primeiro hambúrguer, mas parece que para ele ir para as grelhas ainda vai demorar um pouco.
O que eu mais penso sobre isto é sobre o dilema moral dos vegetarianos - a partir do momento em que a carne for clonada, não há mais morte de bichinhos, certo? Então, os vegetarianos, a princípio, poderiam comer um belo e sangrento hambúrguer, ou não? Qual vai ser o novo dilema moral perante esta situação?
Algum vegetariano se manifesta?

Sua vida sexual anda complicada?

Já foi o tempo que lamber os pés de uma moça era considerada uma tara absurda e passível de prisão. Hoje o mundo ficou bem mais complicado. Estava lendo uma matéria onde um cara pergunta para a psicóloga de plantão se querer ser um escravo sexual é algo estranho. Se querer ser humilhado pisado, trancado numa jaula etc seria algo abominável e criticável.
Cara, apesar de eu não ser psicólogo posso te responder: É sim, não é normal alguém querer ser esculachado e pisado, com uma roupinha cheia de tachas, mas você pode fazer isto se quiser. Faça à vontade, tá cheio de gente assim, veja quem estuda para passar em concursos públicos. O que este cara está querendo? Atender no balcão do posto de saúde? O que vai acontecer com o figura? A busca por humilhação é interminável.
Eu passo por isto o tempo todo, cada vez que faço uma prospecção de negócios. Você está lá, à disposição do potencial cliente. Se ele pedir para você fazer uma imitação do Sérgio Reis você bota o chapelão e começa a cantar Menino da Porteira...
Mas a questão não é esta. Há inúmeras modalidades sexuais ainda não catalogadas, e queria mostrar pelo menos três (sempre faço três pois tenho preguiça e o leitor também não teria paciência de um compêndio com 1650 taras... Pensando bem, o leitor provavelmente adoraria... Vou repensar meus posts)


Eragomania - O grande barato destas pessoas é transar com pessoas vestidas de dragão. Quanto mais fiel for a fantasia maior o prazer.
Alguns casos de queimadura de 2o grau foram constatados na Indonésia, durante a filmagem de "Se beber não case 3". Um ator vestido de Mushu, de Mulan, acabou falecendo numa cena de asfixia sexual misturada com gás hélio. Ninguém entendeu suas últimas palavras, pois foram faladas com voz fininha por causa do hélio...


Nanoacrosexualidade - Estranho fetiche por anões em aviões que simulam gravidade zero. Semelhante ao porco besuntado de festa junina, o barato é conseguir pegar o anão, que se esquiva flutuando pela nave. A diferença entre o que vai acontecer depois eu prefiro não comentar...


Aboboramania - Mais comum na época do Halloween, é um estilo de vida onde pinta-se partes do corpo de laranja, como se fosse uma grande abóbora. O único local não permitido é na cabeça, para não ficar parecido com espantalho de filme de terror. É um tipo de exibicionismo Vegan, um lance de reciclar a sexualidade. Ainda não entendi direito. Agradeço se algum leitor praticante explicar.


Acredito que meus leitores tenham conhecimento de outras inúmeras fantasias, e agradeço a contribuição mandando maiores informações para criarmos um grande catálogo para orientar as novas gerações sobre o que é interessante no mundo do sexo!