Let´s Go!

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2.2.12

Nunca faça estas coisas com uma mulher!!

Como escrevi sobre gafes no post anterior, hoje acabei ruminando algumas más experiências com o gênero feminino. E quando digo isto, estou falando daqueles momentos, sabe como é, do flerte, do tete-a-tete, ou como diria um velho amigo meu, do "vem cá neném" (até hoje ele não sabe por que a vida sexual dele não vai para frente...)


O mais chato é que a maioria destas situações não têm script, você está lá e sua capacidade de improvisar vai definir o resultado da história.


Uma das piores coisas é quando você não está a fim e a moça está. Quem já passou por isto sabe a ira que surge, aquele semblante feminino e meigo que vai se transformando em fúria, tipo a Tempestade do X Men, os zóio virando, sabe?


Uma das minhas situações foi numa viagem que fiz como Sonoplasta de um Filme Experimental (ou Alternativo, sei lá). Pois é, já fiz trilha sonora de filme e de teatro, coisa chique, ou pelo menos antes de fazer eu achava.


Me juntei a trupe, levei meus equipamentos e fomos embora, em direção da locação. Que por sinal era longe, bem longe.


Descobri durante a viagem que teria uma companheira de sonoplastia, uma saxofonista que eu nem tinha noção que existia. Coisa de filme experimental, sabe?


Como a filmagem era longe pacas, precisamos parar no meio do caminho e dormir num hotel, lá pros lados do Sul de Minas.


No caminho percebi que uma das atrizes olhava com o rabo de olho na minha direção. Sorrisinho para lá e para cá. Mas eu estava compenetrado no papel de Sonoplasta, eu estava lá para trabalhar e não para me divertir (sempre tive esta mentalidade idiota, mas já me acostumei a ela).


Peguei minhas mochilas na van e fui procurar um lugar para dormir. Quando percebi, todos os quartos estavam lotados, menos qual? O da atriz, que surpresa, né? E ela estava na porta do quarto, com um sorriso maroto, dizendo: " Puxa, sobramos só nós dois..."


Imagino que a maioria dos homens irá pensar: "O cara se deu bem", "Nem chegou no set de filmagem e já tá pegando as atrizes". No meu caso, eu pensei: "Que merda, caí numa cilada, virei marmita da mina". E emburrei, fechei a cara e o tempo.


A garota foi até o banheiro e voltou de lingerie, até fez pose no batente da porta. Lógico que o quarto só tinha uma cama, de casal. E deitou na cama virada pro meu lado. Eu resolvi seguir a mesma lógica, fui até o banheiro, coloquei um moletom velho horroroso, deitei do lado dela, e ela me secando. Sabe aqueles desenhos que o lobo está com fome e vê o amigo como se fosse uma coxinha? Eu era o hot dog dela naquele momento...


Como a situação estava começando a ficar tensa, falei que ia dormir e fechei os olhos. E não conseguia dormir, óbvio. Até um momento que tive uma ideia maligna e infeliz: Abri os olhos, fitei diretamente a figura e disse que tinha perdido o sono. Ela deu um sorriso estilo "Oba".

Eu levantei, liguei a televisão e fiquei assistindo reprise de filme de Kung Fu até de madrugada.


Não preciso dizer que os olhos da garota viraram e não desviraram durante todos os dias da filmagem. Por onde eu andava a mulher ficava me olhando estilo Serial Killer.


Como diz o título deste post, nunca faça isto com uma mulher, falo de experiência própria.

31.1.12

Meu maior mico (que eu me lembre)

Todo mundo coleciona micos, acredito que seja natural darmos gafes de vez em quando. Algumas são normais, mas outras são especialidades de cada um.


Como tenho uma leve dislexia, tendo a confundir algumas palavras. Isto já me fez passar por situações bem idiotas, como por exemplo dar Parabéns em velório, Muito Obrigado ao invés de dar Tchau, e por aí vai.


Uma das boas gafes que cometi foi num antigo emprego. Estava entrando na sala do meu chefe e cruzei com um homem saindo. Fiquei muito impressionado, pois era o homem mais feio que eu já tinha visto. A pele amarela, rosto fino, cabelo desgrenhado e algo estranhíssimo: Um olho enorme, mas só um dos olhos, o outro normal. Me lembrou imediatamente um primo meu que tinha pisado na tartaruga de estimação e o olho dela inchou com a pressão. Parecia que ela estava encarando a gente de uma maneira estranha, sinistra.
Na hora que o cara saiu pelo corredor eu disparei: Meu amigo, que homem horroroso! Nunca tinha visto alguém tão feio!
Meu chefe rapidamente respondeu: É meu irmão, tem uma doença grave, e rezamos para que ele melhore...


Obviamente quis morrer depois daquilo.


Mas o meu maior mico até o presente momento (que eu me lembre) foi num restaurante chinês. Estava com a família toda e encontrei uma querida amiga e seu namorado. Ela era uma senhora de certa idade, bonita e vaidosa, e ele um cara grandão, encorpado.
Levantei da cadeira e fui dar um abraço gostoso neles. Como o cara era largo, abri aquele abraço estendido para poder cumprimenta-lo. No que eu estendi os braços, bati na cabeça de minha amiga, e como ela sofria de calvície, estava de peruca, e a peruca dela saiu voando pelo restaurante.
Como percebi o fato, resolvi ficar um tempo abraçado no meu amigo para que ela conseguisse catar a peruca e colocar no lugar. Ela rapidamente catou a peruca da mesa de outro cliente e colocou do jeito que deu na cabeça.
Quando me virei, a peruca dela estava ao contrário, e eu pedi mil desculpas pelo ocorrido. Ela me disse: "Não tem problema, quem usa peruca corre estes riscos".


Não preciso dizer que nossa amizade nunca mais foi a mesma depois disto.

30.1.12

O que faz um homem adulto usar uma peruca?

Elas estão cada vez mais escassas (como os cabelos de seus proprietários), mas resistem bravamente em nossa sociedade: As perucas masculinas.

Adoro ver passando pela rua um cara adulto, com roupa social, cara de mau, e de peruca.

Será que ele acha que ninguém percebeu que ele está com um castor morto em cima da careca? Ele acha que engana alguém?

Por sinal, você consegue se concentrar conversando com um cara que está de peruca? Uns fiozinhos grisalhos do lado da orelha e aquela moita preta penteada tão perfeitamente como o cabelo de um búfalo? Eu sempre tenho medo de soltar uma risada ou de ficar olhando fixamente para o objeto inanimado que repousa em sua cabeça...



Mas, se elas estão em extinção, podemos pelo menos aproveitar um exemplar premiado, que poderia ser de ouro e pedras preciosas, a julgar a cabeça que ele habita: A do homem mais rico do Brasil, que um dia ainda será o homem mais rico do mundo, não tenho dúvida: Eike Batista.

O cara é poderoso, tem muito, muito dinheiro, é um atleta, tem gana e vontade, empreendedor nato. Dizem que é uma pessoa dura com funcionários, focado em metas e resultados, mas seus resultados são simplesmente espetaculares.

E o cara sai de peruca por aí? Como assim?

Mistérios da vaidade masculina...

Dos Kikos Marinhos ao Big Brother, a evolução da infância

Quando eu era pequeno teve um cara que ganhou muito dinheiro vendendo uns vermes para botar no aquário que a propaganda dizia serem parecidos com mini-pessoas.
Melhor de tudo que vinha num saquinho, igual Tang, você jogava e magicamente surgia uma pequena colônia de amiguinhos! Uau!
Devo ter sido a única criança que não teve Kikos Marinhos, mas pelo que entendi a decepção foi total. Os vermes nem de longe pareciam pessoas, e eram bem sem graça.


Depois de um certo tempo surgiu a mania dos hamsters. Cá entre nós, um hamster nada mais é que um rato sem rabo, por isto cheguei a conclusão que os cientistas deveriam procurar uma mutação genética para que todas as ratazanas do mundo nascessem sem rabo. As pessoas, ao invés de correrem dos bichos, iriam gritar de alegria: "Veja, querida, um bichinho de estimação está tomando a sopa do vovô! Que gracinha! Chame as crianças!"
E o negócio de ter hamster se profissionalizou, filmes com hamsters surgiram, seriados, e, obviamente, casinhas cada vez mais sofisticadas. Era o mercado do pet shop em seus primórdios. E as casinhas dos hamsters eram  (e ainda são) incrivelmente complexas, com banheiro, rodinha, tubulações... praticamente um Cingapura misturado com Hopi Hari para os roedores...


Se pararmos para pensar, o Big Brother nada mais é que a evolução dos Kikos Marinhos, com uma etapa de transição de hamsters. O que mudou? Eles estão aprisionados na televisão, e não no aquário ou na gaiolinha, ficamos observando os bichos por horas, mesmo que eles não façam nada de interessante, e temos assunto para comentar com outras pessoas que gostam de hamsters, Kikos Marinhos ou Big Brothers.


Meu receio é que os próximos a serem confinados para ficarmos observando serão os Aliens. E é por esta razão que eles nos visitam com tanto sigilo. Se algum for pego, vai ser jogado imediatamente na gaiolinha e vamos acompanhar em tempo real ele andando para lá e para cá...

29.1.12

Por que gente velha não toma banho?

Alguém já reparou neste fenômeno? Por que será que quanto mais velha a pessoa menos banho ela toma?
Quando meu avô era vivo eu reparava que ele exalava um odor de colônia e suor. Não sei se era a roupa, que às vezes ficava meio encardida (velho também fica usando a mesma roupa por dias...)


Há alguns anos atrás eu sugeri para minha avó que estava na hora dela começar a fumar. Ela deu uma risada e me perguntou por que. Eu disse que ela tinha sobrevivido a tudo, já tinha passado dos noventa anos, portanto, ter medo de que? Mas velho não pensa assim.


Minha teoria sobre o banho é que ele é arriscado, o velho pode escorregar e morrer. Para gente nova tomar banho é a coisa mais normal do mundo. Pro velho é uma aventura. Primeiro tem de ficar pelado, e pelado é a palavra exata, pois em algum momento da vida os pelos caem, e velho fica com pelo só no nariz, na orelha e na sobrancelha, que por sinal fica gigante! Um dia o Alckmin ainda vai pentear as sobrancelhas para trás para disfarçar a sua lustrosa careca.


Bom, depois de ficar pelado tem de ir sem sapato no banheiro molhado, o que pode gerar um escorregão mortal. E para finalizar tem de entrar naquela cabine de vidro toda molhada e passar sabonete em tudo! Imagina o risco? É praticamente a mesma coisa que um cara de 20 anos saltar sem pára-queda. Na verdade é pior, pois o cara de 20 anos acha que é só procurar um aplicativo de Iphone e baixar que está tudo resolvido. O Iphone se acha o cinto de utilidades do Batman da modernidade...


Também, afinal de contas, para que tomar banho quando se tem quase 100 anos de idade? Vai ao baile? Quer impressionar a vizinha ninfeta de 80 anos? Vai sair de casa? Talvez os velhos tenham razão em não tomar banho. Repare, o banho só faz sentido numa pequena fase da vida, dos 10 aos 80 anos. Já viu alguma criança querer tomar banho? Só quando entra na puberdade e descobre algumas coisinhas e começa a gostar. Antes disto, só amarrado.


E se o velho sair de casa (o que é raro), alguém vai chegar e dizer: Nossa, que velho fedido? E ele vai se importar? Claro que não. E são raras as pessoas que chegam perto de velho, acho que velho deve sentir a maior falta de abraço e contato físico. Todo mundo aperta criancinha, ninguém abraça velhinho. Aí fica a questão dialética: O velho não toma banho porque ninguém abraça ele ou ninguém abraça porque ele não toma banho?


A vida é complicada... E eu estou começando a ficar com preguiça de tomar banho...

Aprendendo com os seres humanos: Os Garçons

Garçom é um bicho interessante. Há mais variedades de garçom do que de besouros no planeta (e olha que existem mais de 800.000 tipos de besouro). A grande maioria é digna de respeito, têm uma paciência sem limites com bêbados, crianças e casais estressados. Mas alguns se destacam pela exuberância, entre eles:


O Garçom Zumbi
O pobre coitado deve ter virado três noites sem dormir, para ganhar um extra. Seu cheiro é de desodorante em cima de desodorante. Cabelo com gel (ou ensebado, não dá para verificar), olheiras que fazem com que ele pareça um guaxinim depois do tsunami, o cara não desiste. É homem de raça, vai conseguir trabalhar de novo, precisa deste dinheiro. Mesmo que anote tudo errado e que aparente um sorriso demente, daqueles que dá medo.
Peça alguma coisa para ele, repare que ele vai checar todos os pedidos, enquanto você fala: "Uma água, mineral?", ou "O arroz, é no ponto?", e coisas do gênero.
Infelizmente, para você e para ele, o pedido sempre vem errado. Sua Tubaína vira Fogo Paulista, sua salada, um risoto.
O que fazer numa situação destas? Já vi gente quase ter acesso de fúria pra cima do Zumbi, mas nada o tirará do torpor, não vai mudar nada. A dica é aceitar que a vida é feita de acaso e o aleatório permite aprender coisas novas, como por exemplo tomar um suco de calabresa. Se joga, meu chapa, antes que ele resolva comer seu cérebro.


O Garçom que não é Garçom
Fenômeno bastante comum nos States, e também nos bares moderninhos de São Paulo. O cara não é garçom, ele apenas complementa sua renda com esta atividade. Ou pelo menos é o que ele fala. Cabelo ajeitado, tatuagem, saradinho, dá até a impressão de outras atividades alternativas gerariam mais receita pro bofe. Há dois tipos: O mudo e o falante. O mudo evidentemente se envergonha de sua situação, queria algo mais nobre para a vida, mas assim aconteceu, e dinheiro precisa entrar. Já o falante têm pretensões, gostou do ambiente, e trata todos como se fossem da turma dele. Na verdade ele tenta aparentar ser um dos clientes, que casualmente está vestido de garçom.


Garçom Homo Habilis
Este aparenta estar lá desde que o restaurante foi construído, melhor, construíram o restaurante em torno dele. Sua feição é o retrato do nada, não é possível saber nada dele. Ele estará feliz? Cansado? Tem filhos? Joga futebol? É uma incógnita total.
Recomendo que tente encostar nele, para verificar que ele é de carne e osso. Às vezes você está sendo atendido por uma entidade e nem percebeu...

28.1.12

Violência no game dos outros é colírio

Como acabei de comprar um Xbox e eu eu minha filha estamos começando a jogar GTA, fiquei pensando na polêmica sobre a violência nos Games. Será que realmente os críticos preferiam outros tipos de jogos?
O GTA é um jogo onde você basicamente faz tudo errado, rouba carros, atropela pessoas, entra em roubada com traficantes, e por aí vai. E reze para que a polícia não te pegue...


Mas... estes críticos queriam o quê? Que os jogos retratassem o cotidiano? Para estes chatos de plantão, resolvi criar alguns jogos especialmente para eles:


O Incrível Jogo de Pagar Contas!


Pode ser jogado sozinho, ou acompanhado. Um dos participantes fica olhando os tributos na tela enquanto o outro vai dando dicas, como: "Isto, preenche ali, o DPVAT pode ser excluído em caso de demência de um dos familiares. Vai, Uhuu".
O objetivo do jogo é não ficar louco nem comprar uma AK 47 e ir em direção de Brasília.


The Sims módulo Funcionário Público


Viva o dia-a-dia de um funcionário público em vias de se aposentar. Você vai poder acompanhar o trajeto dele até o trabalho, escolher a cor do paletó que vai pendurar na hora do cafezinho e até definir se seu café é com açúcar ou com adoçante! 
Aprenda a digitar formulários num Windows 3.11, converta planilhas Excel em Lotus 1,2,3 com a maior facilidade! Sua vida nunca mais será a mesma depois de instalar o módulo Funcionário Público no seu The Sims...


O Maravilhoso Jogo de Assistir Televisão


Este simulador da vida real permite que você faça inúmeras atividades, estimulando a convivência pacífica. Na verdade quanto mais imóvel você ficar em frente ao game mais pontos ganha.  Recuse o convite da vizinha sexy para sair e ganhe 500 pontos. Enterro de sua avó? Deixe para lá e ganhe 700 pontos.
Cheiro de pipoca na cozinha? Não se mexa e ganhe 250 pontos. O jogo mais fiel à realidade da família brasileira desde Quake 2.


Aproveito a oportunidade e me coloco à disposição das empresas de game para criar os roteiros destes jogos. Existe mercado para eles sim, e é justamente o dos chatos de plantão que querem moralizar até os poucos momentos de distração que temos.

O pior salgadinho de festa junina de todos os tempos

Um querido amigo tinha um sítio e convidou uma turma para ir na Festa Junina que ia acontecer por lá. Toda a família dele estaria presente, primos e tios de tudo quanto é lugar. Como a família deste amigo é festeira das boas, ninguém queria perder o encontro.

Para economizar, resolvemos juntar os amigos para irmos num carro só. E no dia, passei recolhendo todos em suas casas. O último foi um querido amigo filósofo, que estava reformando a casa dele.

Este amigo tinha achado o orçamento de descupinização muito caro, e resolveu fazer o serviço por conta própria. Para quem não sabe, o veneno mais forte de todos é o contra cupim. Você mistura um copo para cada balde de água para aplicar.

Fiquei surpreso ao ver meu amigo filósofo aplicando o veneno nos móveis na base da pincelada, com uma grande brocha, diretamente da lata. Diluir é coisa para fracos, não é verdade? E sem usar nenhuma proteção, máscara, luvas, nada.

Num determinado momento o gato dele passou pela sala. Estranhei o visual do gato, que estava sem nenhum pelo da cintura para baixo. Parecia que tinham roubado as calças do bichano. Meu amigo filósofo me despreocupou: O gato tinha sentado na lata do veneno e deu alguma reação alérgica, mas agora já estava tudo bem. Pelo menos do ponto de vista dele. E o gato lá, passeando sem calças pela sala.

Os anfitriões pediram que cada um levasse um salgado para contribuir com a festança. O filósofo resolveu fazer um de seus quitutes prediletos: Tomate recheado com ovos e maionese. E enquanto ele pincelava o veneno puro nos móveis o tomate recheado ficava lá, fora da geladeira já há alguns dias, entranhando os vapores malignos daquela lata.

Tentei demovê-lo da ideia de levar aqueles tomates, mas o cara fechou o tempo: Tinha feito com todo o carinho e ia levar. Bom, seja o que Deus quiser, pensei, entramos no carro levando os tomates enquanto o gato sem calças passeava pelo jardim.

A viagem foi tranquila, apesar do estranho cheiro que aquele troço exalava no colo do filósofo/descupinizador. Quando chegamos no sítio fomos deixar os salgados na grande tenda armada para o evento. Em suma, o tomate ficou mais uma tarde inteira fora do gelo antes da festa começar.

A festa estava ótima, os parentes de meu amigo todos muito simpáticos, música boa e bailão. Bela festa junina.

Curiosamente, ou sensatamente, ninguém tocou nos tomates recheados. Vez por outra eu passava pela mesa para conferir, temendo o pior, mas apenas uma pessoa comeu aquilo. Quem? Obviamente, meu amigo filósofo.

Não preciso dizer que umas 2h da manhã meu amigo veio na minha direção completamente verde. Foi a pessoa mais verde que eu já vi na minha vida. Os olhos virando, a pele azeitona, e cambaleante.

Imediatamente levamos o infeliz para o hospital, e depois de uma bela lavagem estomacal, soro e um monte de injeção, o cara melhorou. A mistura da descupinização com os tomates foi quase mortal.

Foi a última vez que ele fez seu delicioso e perigoso quitute. A raça humana agradece.

Fazendo Academia no Arouche

Para quem não sabe, moro no Arouche, onde a comunidade gay é absolutamente presente. Minha academia é aqui, por sinal.
Há alguns códigos básicos nas academias. Por exemplo, quando chegamos, cumprimentamos todo mundo.


No Arouche isto significa outra coisa.


Assim, cumprimentar significa outra coisa, portanto, melhor não cumprimentar.


Durante um bom tempo simplesmente entrei na academia e fui fazer meus exercícios, na minha. Dependendo do horário encontrava tribos diferentes. Os gays gigantes estavam lá à noite. Para quem faz academia, basta dizer que todas as máquinas ficam com peso acima de 90kg.


Como único representante dos héteros, sigo eu nos meus exercícios. E eis que um dia eu olho e vejo... outro hétero! Foi uma coisa mágica, íntima, olhei para ele, ele olhou para mim, e nós pensamos: Olha outro hétero! 


Foi a primeira vez que vi outro hétero lá. Batemos papo, trocamos ideia de exercícios, dicas etc.


O chato é que nunca mais vi ele lá, não liga, não manda e-mail.... :o)

27.1.12

Meus primeiros passos como professor

Quando comecei a dar aula tive uma experiência incrível: Dar aula de teatro para adolescentes. Como já era diretor de teatro, apesar de relativamente jovem (20 anos) e ter montado algumas peças de teatro (nada fora do comum, mas já tinha feito algumas turnês no circuito), fui encarar a garotada.


Uma de minhas primeiras aulas foi aplicar a técnica de relaxamento. Música tranquila, reflexão, percepção do corpo, entender a ferramenta de trabalho do ator, em suma.


O que eu não previa é que minha aula seria logo depois da aula de Educação Física, o que significa que os alunos estavam mortos de cansaço. E fedidos.


Bom, coloquei a música, os alunos em posição de relaxamento (para quem não sabe, deitados mas com os joelhos dobrados), fiz alguns exercícios de respiração, superior, inferior, dupla, e por aí vai.


Num determinado momento, para reforçar o estado esperado de todos, comecei a falar: " Relaxa, agora relaxa, fica à vontade... relaxa todos os músculos". Nesta hora, um dos alunos mergulhou na situação e soltou o corpo. E teve uma ereção.


Infelizmente o colega do lado viu e começou a gritar: "O cara está de pau duro!"


Toda a turma saiu do estado de relaxamento e foi ver o que acontecia. A aula, em suma, foi um fracasso, e o pobre infeliz sofreu um bullying involuntário... Mas todos sobreviveram no final.


Saí para o intervalo e pensei: " Depois desta nada pior pode acontecer".


(Como todos sabem, nunca devemos falar ou pensar isto, acaba chamando coisa pior)


Quando voltei, apliquei a mesma aula para outra turma. Depois da música e dos exercícios de respiração estimulei os garotos a relaxarem, o que ouvi foi um grande pum, de um aluno que relaxou tanto que se livrou dos gases acumulados do almoço justo naquele momento.


Dar aula é para os fortes...

O dia em que eu raspei o bigode do Charlie Chaplin

Esta é uma história real.
Fiz um evento há muito tempo para uma indústria de autopeças e para ela contratei um monte de sósias de artistas, já que o tema era Hollywood. O evento foi um sucesso, e um dos sósias era particularmente talentoso, o sósia do Chaplin.

Nos encontramos mais algumas vezes e ele me confidenciou que queria expandir seus horizontes, afinal de contas, queria fazer papéis diferentes. Eu, como fui diretor e professor de teatro por décadas (literalmente), me ofereci para ajuda-lo. 
Uma das estratégias que achei conveniente foi quebrar com a "casca" chapliniana que ele tinha. Afinal de contas, ele não precisava ter o cabelo igual o do Chaplin, nem o bigode. Quando fosse fazer o personagem bastaria uma peruca e um bigode falso e pronto!

Meio a contragosto, o sósia topou mudar o layout. Como eu tinha uma máquina de cortar cabelos (ainda tenho) em casa, propus uma raspada básica no cabelo, para modernizar o visual dele.

Quanto terminei o trabalho, fiquei bastante satisfeito. Ele aparentava agora quinze anos  a menos, e, se não era bonito, pelo menos parecia mais limpo e jovial.

Quando ele olhou para o espelho, algo aconteceu. Não sei o que, mas o olho embaçou, ficou meio vidrado, um olhar vazio. O cara entrou em crise sem se enxergar como Chaplin. Dali a pouco saiu de minha casa e ficou vagando pela quadra, sem rumo. Logo depois pegou suas coisas e sumiu. Nunca mais o vi, até que um dia estava assistindo o jornal na televisão sobre a festa da Achiropita, aquele negócio do bolo gigante que é destruído em segundos por uma turba enfurecida, e vi, no meio dela, o sósia, com seu cabelo e bigodes perfeitamente naturais, atacando para pegar um pedaço do bolo...

26.1.12

A evolução dos símbolos de poder masculino

Você já deve ter visto que um número razoável de homens adora canetas e relógios. 
Já parou para se perguntar por que?
Antigamente o relógio simbolizava o domínio do tempo, como se ao ter um relógio o homem tivesse controle de sua vida.
Já a caneta é símbolo da capacidade de decisão, de assinar papéis importantes. Há valor naquilo que assino, e minha caneta reflete o valor que a minha assinatura tem.


Ainda existe muito fetiche pelos dois objetos, mas com a mudança dos valores da sociedade, os objetos que simbolizam valor mudaram, e os homens passaram a ostenta-los.
Pense bem, qual é a primeira coisa que um homem faz quando chega em algum lugar? Imediatamente tira seu celular, as chaves do carro e a carteira e coloca em algum lugar visível.
 A chave e o celular simbolizam atualmente o poder de mobilidade absoluto. Posso estar em qualquer lugar, real ou virtual, na hora em que quiser. Acesso o mundo e as pessoas de todos os pontos em que estou. E obviamente, minha capacidade de acessar é representada por marcas que mostrem que não sou qualquer um, estou em todos os lugares em grande estilo.
Já a carteira demonstra o valor diferenciado que meu crédito têm. Meu crédito é exclusivo, refinado, tem grife.

Quem não leva a sério esta linguagem simbólica corre o risco de achar que é apenas ostentação. Mais do que isto, é uma maneira de posicionar-se nas hierarquias da sociedade em que vivemos. É assim que nos comunicamos... Para o bem ou para o mal.

25.1.12

Pescar (do ponto de vista masculino e feminino)

Pescar significa coisas diferentes para homens e mulheres. Dê uma olhada nas razões pelas quais os homens gostam de pescar e as mulheres (geralmente) não.


Para os homens, pescar é:

  • Resgatar forças ancestrais de sair em direção ao desconhecido para trazer seu próprio alimento ao voltar de sua jornada
  • Trabalhar em equipe mesmo diante dos mais complicados desafios
  • Usar a força física para controlar o barco, puxar a âncora ou tirar um peixe grande da água
  • Concentrar-se durante horas apenas observando um fio, e identificar quando ele mexe com o balanço do mar ou quando o peixe está ciscando
  • Ver o pôr-do-sol e o nascer do sol em silêncio, ouvindo apenas o barulho do mar
  • Fazer happy hour num local distante, cercado de amigos e de paisagem
  • Comer na hora que tiver vontade e o que tiver vontade
  • Dormir na hora que quiser, do jeito que quiser

Mas, para as mulheres, pescar é:
  • Ficar dois dias sem poder tomar um banho decente, e sem espelho por perto
  • Manipular iscas vivas e mortas como sardinhas velhas e camarão mole
  • Ver um peixe agonizando ao seu lado, de olhos arregalados, até ficar duro
  • Dormir empilhada em beliches que mais parecem estantes, ao lado de gente que ronca, exala ruídos e cheiros estranhos durante a siesta
  • Acordar às 4h da manhã só porque um cardume resolveu aparecer por perto do barco
  • Ficar olhando em silêncio durante horas para um fio dentro da água
  • Ficar com o cabelo cheirando a peixe, com as unhas cheirando a peixe, com a roupa cheirando a peixe
  • Descobrir que o motor quebrou e você está a deriva, mas talvez, quem sabe, algum barco possa vir dar uma ajuda
  • Chacoalhar durante uma tempestade e vomitar até a ceia de natal do ano passado
  • Ter de usar um vaso sanitário que parece com um banheiro químico pendurado num bungee jump
  • Conversar sobre peixe, e quando não é sobre peixe, é sobre arraia

6.1.12

Pegue mais mulher no Facebook que o Cauã Raymond - Criando um perfil atraente

Garotada, preste atenção: Você está fazendo isto errado!
Pegar mulher nas redes sociais é mais simples que se imagina, requer um pouco de dedicação e muita ousadia.
A mulherada está mais atirada, e isto está facilitando as coisas.

  1. O passo mais importante é criar um perfil atraente. Decida qual o estilo que você quer encarnar, por exemplo, o Agrícola. O homem roceiro atrai um tipo de mulher que busca um cara trabalhador, daqueles que acordam cedo. Faça fotos na horta da sua casa (pode ser na varanda do apartamento, pode até pegar dois pés de alface na geladeira e enfiar no vaso da orquídea da sua mãe), usando calça jeans e camisa xadrez. Caso não tenha uma camisa xadrez vá até o Cafe de La Musique e roube uma de um dos duzentos caras que vão estar vestidos assim. (Ah! Se resolver tirar foto com adubo, prefira o de origem animal)
  2. O perfil agrícola permite umas variações, estilo Jeca Tatu (pêlo do nariz comprido, botina e chapéu desbeiçado) e Lenhador, que só é recomendado para a comunidade gay ou pro pessoal na dúvida. Caso o seu negócio seja mulher mesmo, evite, para não ter um monte de ursos à sua espreita.
  3. Outro perfil interessante é o Sarado. Corpo trincado, foto na academia e comentários tipo : "Hoje deixei meus glúteos trincados!". O problema é que para valorizar o corpo você vai ter de tirar foto de longe, e a cabeça fica pequena (o que não parece grande perda mesmo) Postar vídeos de suas manobras é ótimo. Filme suas peitolas subindo e descendo, uma de cada vez. As mulheres adoram!
  4. Cyber Mano é uma outra opção: Com o surgimento da nova classe média tá cheio de mulher emergente no Facebook. Nada melhor do que se inspirar numa mistura de Luan Santana com Marcelo Tas: Visual moderninho (cuidado para não roubarem sua camisa xadrez na balada!), meio litro de gel na cabeça, num misto de Neymar e Edward Mãos de Tesoura, headphone grande colorido para combinar com o tênis furta-cor, calça jeans rasgada e um smartphone. Serve qualquer um, de preferência Nextel, emergente adora um Nextel (tem rádio, dá para falar de graça!). Se der tudo certo vai ficar parecido com um Adam Levine depois da enchente.
  5. Semi-Intelectual - Um dos meus preferidos. Não recomendo o Intelectual puro, pois é um animal em vias de extinção e não acasala com facilidade.  O Semi-Intelectual é aquele que lê meia dúzia de sites ou blogs e repassa a informação que leu no cabeçalho. Repare: ele nunca cita artigos com mais de meia página. Livro de cabeceira? Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago, que apesar de não ser dos melhores, pelo menos ele assistiu o filme, nem precisa ler. Vale a pena citar trechos de música, Coldplay vai bem (o universo gosta de Coldplay), para parecer descolado. Metallica pode, mas só se for versão Apocalyptica. Cerveja? Nortena, importada mas barata e vem em litro. Point? Augusta, é claro! Não descambe para teatrices da Praça Roosevelt, por favor...
  6. Meladão - O Meladão é um tipo muito comum entre adolescentes e pós-adolescentes (até a faixa de 40 anos). Ele é romântico, gosta de Metal melódico, usa roupa preta mas tem coração fofo. As meninas adooooram um tipo Meladão. Os amigos acham o cara meio estranho, os mais radicais acham uma mutação hétero dos Emos, mas eles conquistam as meninas de bom coração e... neuróticas. Se quiser arranjar uma gatinha estressada e controladora, Meladão é a solução!
  7. Em busca do Tempo Perdido - Versão renovada da Idade do Lobo, o Tempo Perdido tem alto custo financeiro: se prepare para investir o que tem e o que não tem para montar este perfil. Pesquise em todos os perfis as características que os seus amigos tem: Alguém viajou para Cuba? Viaje também! Alguém comprou um computador novo? Compre um melhor. As pessoas estão elogiando um amigo seu? Invente um jeito de desqualifica-lo. E seja generoso com as gatinhas (não chame de Tetéia para não denunciar a idade): Dê muitos presentes para as mulheres que te interessam, mas não faça isto em público para não chatear as outras amiguinhas que tem potencial. Para as fotos do perfil, recomendo peito estufado (para esconder parcialmente a barriga saliente), queixo para cima e olhar de "Não olhe para mim, olhe para as coisas que eu tenho". Junte isto a óculos Oakley, pinte o cabelo para disfarçar o grisalho, camisetas coloridas e pronto! Apenas tome cuidado para não passar muito tempo usando este perfil para não acabar realmente acreditando nele...

5.1.12

Dicas para não aparentar que está doidão no Facebook! - Evitando micos

Como você já deveria saber, ficar doidão e acessar as redes sociais são duas coisas incompatíveis. 
Já não basta gostar de Bob Marley, usar roupa colorida, cabelo rasta e sentir saudades do Planet Hemp. O cara ainda quer registrar para toda a eternidade as bobagens que pensa enquanto "viaja na maionese" (como diria o papito dele). Algumas dicas para evitar entrar nas redes sociais e cometer gafes que dificilmente serão esquecidas:


  1. Se você entrar no Facebook e não tiver certeza se está doidão ou não, faça o seguinte teste: Procure uma mensagem bem cafona, daquelas que tem um por-do-sol no fundo e letras em itálico e leia. Se começar a chorar, é  porque você está goiaba. Se depois de chorar achar gozado e começar a rir, saia imediatamente do Facebook, você está zureta.
  2. Não ache que todas as mensagens tem algo a ver com você, ou tem relação com as drogas. O Facebook não está falando diretamente com você, lembre disto. Outras pessoas estão conversando entre si. 
  3. Não comente em posts sobre Viagem que você também está viajandão (Uhuu!)
  4. Não filme sua versão de Starway to Heaven com a guitarrinha do WII, muito menos compartilhe.
  5. Pior ainda, não crie uma versão Air Guitar de uma música que só está tocando em sua cabeça. Vai parecer Imagem e Ação.
  6. Não filme o seu brother jogado no sofá com comentários tipo: "Ih, ó o cara, nem esperou pelo sorvete napolitano".
  7. Não tire fotos da experiência culinária que criou: Invenções exóticas com Miojo (desta vez com Nescau e com o resto do sorvete napolitano) devem ser evitadas. 
  8. Não coloque o sorvete napolitano na cabeça do seu brother que está dormindo no sofá. Não tire foto e não comente "Ih, ó o Palhaço Krusty!"
  9. Evite o excesso de formalidade (Quando o cara está maluco tenta ser formal para evitar dar bandeira, e aí fica formal demais). Não faça comentários como "Agradável reflexão para um final de tarde, meu caro. Congratulassões!" (porque neste estado vai sair um SS ao invés de Ç e o projeto "estou bem" vai por água abaixo.
  10. Não crie um comentário para corrigir a bobagem acima, como: "Ó, desculpa aí, o erro, heheheheh. O certo é reflecção! Nóis fura mais nóis entrega."
  11. Não pegue frases que acha incríveis e traduza para um idioma obscuro disponível no Google Tradutor. Não sugira que as pessoas copiem e colem a frase e fiquem ouvindo o robô do Google falar a frase em cantonês com sotaque do Kraftwerk.
  12. Não encontre outras frases e fique comentando o seu próprio comentário sozinho. Sua timeline vai ficar bem estranha, você falando com você, sobre você, em cantonês...

Dicas para fazer sucesso no Facebook e ser mais popular que o Charlie Sheen - Fazendo Comentários!

Fazer comentários nas redes sociais é uma arte, e é aquilo que diferencia os anônimos dos popstars! Mas para que você também seja um Eleito, é necessário seguir algumas regrinhas:
  1. O comentário num post deve ser tratado como uma escada social, ela serve para que você aproveite um comentário de um amigo para poder mostrar que é mais inteligente e perspicaz que ele, gerando ódio no seu ex-amigo e trazendo novos seguidores de seu perfil.
  2. Gargalhadas longas, como "ugadidnsodsudhbisuhsdfheheh" devem ser evitadas, a não ser que você seja vítima de um AVC ou tenha engasgado com pipoca. Neste caso, seria melhor mandar um SMS para um conhecido pedindo ajuda. Se não conseguir, a opção é se arrastar em direção da porta e tentar chamar o vizinho.
  3. Memes são bem-vindos, contanto que sejam de fonte obscura (esqueça o 9Gag) e não tenham nexo. Se forem simples demais as pessoas vão entender rápido. Vale a pena citar algum amigo ao inserir um Meme obscuro, para que os outros achem que foram só eles que não entenderam ou não estavam conectados na história que você ilustrou.
  4. Cite pessoas que você não conhece, mas como se conhecesse. Ex: "Um dia o Selton Mello disse que atuar é difícil. A gente estava meio bêbado, claro, mas agora entendo o que ele quis dizer". ( Ninguém precisa saber que você estava bêbado de Fogo Paulista na cozinha de casa e ele sorrindo na foto da festa da Revista Caras, né?)
  5. Citação de avô ou de pai estão proibidas. Se você tivesse levado a sério o que eles falavam você não estaria deste jeito hoje, assuma!
  6. "Parabéns" só em situações inesperadas, nunca no dia do aniversário. Condicione seus leitores, faça com que eles não te entendam, que até tentem rir mas não saibam bem a razão.
  7. Invente palavras. " Alaor saiu hoje e deu o maior xaripa! Quem sabe na próxima vez ele não guesta? Pakum, Alaor!"
  8. Se o comentário for para pessoas interessantes do ponto de vista sexual, jogue um verde, vai que ela (ou ele) cai? "Esta foto da sua avó na UTI me lembra nosso último encontro. Seu sorriso...hum.... muito parecido com o dela... ;)
  9. Continue assuntos que nunca foram começados. Comente num post de seu amigo sobre um novo emprego que a meia de lã que você ganhou agora teve um uso decente, e solte um emoticon para reforçar a mensagem.
Experimente e verá: As pessoas vão te tratar de maneira diferenciada e você passará a fazer parte da elite do Facebook!


    2.1.12

    Dicas para fazer sucesso no Facebook e ser mais popular que a Lady Gaga: Publicando Fotos

    Sim, você já percebeu! Ser popular é melhor que ser rico hoje em dia. Estar conectado a pessoas interessantes pode te trazer mais coisas do que ser um jeca cheio de dinheiro desconectado.


    Primeiro de tudo: Nada de muito texto! Fotos, fotos e mais fotos.
    Mas que tipo de fotos?


    1. Fotos em locais especiais e em companhia incrível (serve de Angelina Jolie para cima, não vale no museu de cera abraçado com a estátua dela ou do Justin Bieber)
    2. Legenda interessante e levemente blasé: "Montecarlo já foi mais interessante, hoje os cassinos deixam até o Maradona entrar..."
    3. Todas as fotos devem ser de pessoas levemente alcoolizadas, e de Champagne, nada de prosecco que é coisa de emergente. Ao ser fotografado jogue levemente a cabeça para trás e abra uma gargalhada, de preferência ao lado de uma mulher de vestido decotado estilo tubinho, preto. Ao fundo, a costa mediterrânea. Versões em parque aquático estilo Beach Park com seu avô segurando uma garrafa de Cynar e uma criança vermelha devem ser desconsideradas.
    4. Nenhuma foto deve ser tirada à luz do dia, apenas fotos noturnas, em ambientes fechados, cheios de gente bonita. Exceção para passeios ao ar livre, sem mais ninguém por perto, em locais paradisíacos. .
    5. Animais, só exóticos. Se tiver um guaxinim, ou se tiver criado uma reserva para o veado pantaneiro, fotografe, mas de preferência com alguém totalmente desconhecido ao lado, que será legendado, obviamente, como o maior especialista no mundo neste tipo de animal, e será apelidado por você com um diminutivo estranho que não dê indicação de qual pode ser o nome do infeliz. "Naiô", por exemplo.
    6. Fotos na faculdade só podem ser divulgadas se forem no Exterior e se o curso for algo abstrato, que não tenha nenhum vínculo com fortalecer uma carreira.Você estuda pois gosta de aprender sobre "Tecelagem Maia sobre o Apocalipse de 2012". Comente como os nós dos tapetes puderam te mostrar uma visão diferente da de todos sobre o fim dos tempos, e como um professor exótico (magro, barbado e levemente indigente) te trouxe luz sobre a vida e a morte numa leitura de folhas de chá de coca no gramado de Berkeley. 
    7. Fotos de família só com Baccarat na frente (se não sabe o que é, desista!), dentro de um Balenciaga ou atrás de um Bentley. Pode brincar que fez a combinação para tudo ficar com B, o brasão de sua família que está na sua manga. Permitido emoticon com risadinha só nesta postagem.
    8. Outra opção é fazer tudo ao contrário, aí você se destaca virando Meme, mas o Seu Madruga vai parecer mais refinado do que você. A popularidade tem seu preço... 
    Felicidade de Plástico


    Com tantas pessoas desejando o bem e mostrando uma felicidade plástica, como então o mundo têm tantos problemas?
    Pensei nisto ao ver os votos e as fotos das pessoas nas redes sociais durante a passagem do ano. Fiquei pensando se ao criarmos avatares felizes no mundo virtual conseguiríamos de alguma maneira mudar o mundo físico (o que honestamente acho difícil).


    Sabe o que as redes sociais me lembram? Os bufês de casamento. Imagino que já tenha tido a oportunidade de participar de uma festa destas. Para mim os bufês são a realização de felicidade da classe média: Todo mundo cheiroso, com roupas extravagantes, mostrando o quanto gostariam de ser bacanas. Mas, obviamente, fica nítido que a roupa está um pouco larga, o perfume um pouco exagerado, e a felicidade, forçada. 
    Come-se demais, bebe-se demais, há uma necessidade de extrair o máximo possível da experiência, pois o próximo bufê pode demorar. E tudo termina ao som do Balão Mágico.


    Vejo os votos de felicidade de ano novo de maneira semelhante. Todo mundo tentando melhorar a fotografia de si mesmo, valorizando o que dá e o que não dá, numa alegria que pretendia ser contagiante, mas se torna falsa. Mas como todos são falsos, tenta-se ser melhor no falsear que os outros.


    Li hoje que foram recolhidas mais de seiscentas toneladas de lixo da praia do RJ depois da festa. Lixo gerado pelo desejo de felicidade, de explodir uma alegria inconsequente que permita um escape do indivíduo, uma pequena alienação, que a princípio não faz mal, mas no coletivo gera estragos. Felicidade individual = Toneladas de Lixo.


    O mesmo vale para as redes sociais, mas com um lado ainda mais perverso, já que há a falsa sensação de ser ouvido, e a falsa sensação de que manifestar sua opinião é, de alguma maneira, um caminho para transformar qualquer coisa. É como se indignação resolvesse os problemas do mundo.


    Vi vários fenômenos assim nos últimos tempos, abaixo-assinados, compartilhamentos, uma série de pseudo-mobilizações que saciam a vontade da expressão mas não atuam na transformação do objeto.


    Há um tempo atrás aconteceu de um garoto ficar chateado com o cancelamento do show de sua banda e reagir dizendo: "vou xingar muito no twitter". Esta é a essência do vazio, da imobilização que as redes sociais podem trazer, assim como a falsa sensação de compartilhamento.


    Sim, eu sei, existem benefícios, podemos nos conectar a pessoas que estávamos distantes, mas ao saciarmos nossa vontade através dos avatares podemos perder de vez a conexão física. Do ponto de vista dos memes, é interessante, pois vemos conceitos e ideias se consolidarem dentro de nosso mundo virtual, mas a cada dia o virtual parece mais distante do mundo físico (evito dizer mundo real pois o conceito de realidade é bastante complicado e não se aplica neste contexto). E assim passamos a ter realidades paralelas, não necessariamente complementares.


    A internet passou por um processo de transformação muito intrigante. No começo dela as pessoas se conectavam através do virtual para buscar conexões no mundo físico. Gradativamente a conexão com o físico deixou de ser relevante, o virtual se tornou mais atraente. E hoje o virtual é tão atraente que realizamos coisas no mundo físico para que nossos avatares sejam mais interessantes. O chato é que no fundo sabemos que são apenas projeções, sombras na caverna platônica. Daí a angústia, não mais com o mundo físico, mas com a impossibilidade de viver apenas no virtual.

    1.1.12


    Mal Estar

    Acordei mareado, meio enjoado, sem saber se foi pelo que comi ou pelo que tive de engolir. Qualquer que seja a razão, o resultado é o mesmo: Gosto estranho na boca, dificuldade de digerir, azia, moleza e vontade de ficar na cama para reestabelecer as energias.

    Somos fortes até ficarmos doentes, é assim a natureza. Não há estado absoluto de se sentir bem. Não é porque ontem estávamos bem que hoje o bem continuará. E nem sempre há razão explícita para o mal estar, ele está aí, e precisamos aceitar esta condição.

    De certa maneira o mal estar surpreende, pois vivemos numa cultura que nega absolutamente o mal. Só há o bem, estranhamente nossa sociedade evoluiu para uma afirmação sistemática do bem, e dentro dele o bem estar.

    Talvez por isto que a depressão seja tão pouco compreendida e se manifeste cada vez mais com maior intensidade: Negamos a existência dos maus sentimentos, não existe espaço mental para que expressemos maus sentimentos, físicos e psíquicos. Tudo sempre tem de estar bem. E ao negarmos a possibilidade das coisas não estarem bem, represamos sentimentos e encapsulamos a dor, pois nada pior que o sentimento de ser o único mal num mundo onde todos estão bem.

    No mundo das redes sociais é assim, todos estão bem, ou expressam raiva, que é uma versão do mal aceita por ser forte. Raiva é bom, é poderosa. Fraqueza é ruim, denota fragilidade ou inconsistência, quer seja de caráter ou física. Não podemos nos sentir mal, o que faz com que o sentimento seja potencializado pela sua impossibilidade.

    Mas o mal estar leva a questões interessantes, leva à reflexão, coisa que a raiva não leva. A raiva é uma expressão descontrolada, a fragilidade é um bulir interno, solitário, delicado.

    Delicadeza e reflexão são duas coisas pouco valorizadas atualmente. E, se você estiver se sentindo mal, aproveite a oportunidade para refletir, tentar digerir, aceitar a oscilação que a vida traz, sem ter de se sentir culpado por não estar no topo da cadeia evolutiva. Aceite a fragilidade, seja delicado com seus sentimentos, com seu corpo e com o mundo que o rodeia. Por incrível que pareça, é uma boa maneira de não entrar na espiral da depressão.

    Ovo ou Galinha

    Escrever é preciso. Mesmo que não tenhamos expectativas se seremos lidos ou não.
    Dissertar é um certo contra-senso nos dias de hoje, pois gerar conteúdo escrito que busca a reflexão não é muito popular: estamos na fase das frases, imagens e ilustrações. Basta participar de qualquer rede social que o fenômeno é fácil de perceber.
    Ninguém quer ler mais do que cinco linhas, há muito conteúdo por aí para desperdiçarmos lendo textos de trinta ou quarenta linhas. Imagine então um livro inteiro.
    Ontem contabilizei minhas leituras de 2011: uns quarenta livros. Só o "Da Guerra" do Clausewitz tinha 900 páginas. Aproveitei as férias escolares de julho e curti a maneira de Clausewitz compreender os conflitos armados.

    Curiosamente não leio ficção, e já faz uns dez anos que a ficção não me atrai. Acompanho os lançamentos, leio resenhas, etc etc mas não tenho vontade de ler histórias.

    Neste ano reparei que faço parte de uma geração interessante, pois adquiri o prazer pela leitura e pela escrita de livros e ao mesmo tempo adoro o universo digital. As gerações anteriores tem dificuldade com o mundo digital, e as novas não gostam de ler (em geral, claro).

    Já faz algum tempo que perguntei numa sala de aula quantas pessoas assinavam jornal, e dois alunos me disseram que seus pais assinavam e liam jornais, os outros liam apenas as manchetes na internet.

    Não vejo grandes prejuízos em se ler tudo picado, como lemos no universo de hiperlinks. Mas vejo que perdemos a paciência com histórias longas, textos longos, conteúdos de longa duração. Nem imagino o que aconteceria se propusesse para um grupo de jovens assistir Berlin Alexanderplatz nos dias de hoje, um filme de dezoito horas de duração. Assisti em cinco sessões durante uma semana, indo todos os dias ao cinema. Pensando nos dias de hoje parece coisa de maluco. E talvez seja.

    Um dos livros que li mais interessantes (apesar de estar um pouco cansado do modo de escrever dos autores americanos) foi o Flourish, do Seligman, uma revisão de seus conceitos sobre a busca pela felicidade. Não sei se foi lançado já no Brasil mas para quem tem interesse de entender melhor o que motiva as pessoas é leitura obrigatória.

    Faço um convite: Enquanto eu treino minha volta à escrita você treina um retorno à leitura de textos mais longos. O que acha?

    Um 2012 reflexivo, sem pressa. Afinal de contas, como dizia o Baudrillard, adquirimos pressa e perdemos os objetivos, ou seja, todo mundo está acelerado sem saber para onde vai.

    31.12.11


    2011 foi um grande ano, mas foi para quem "correu atrás", posso ver nas pessoas: Aqueles que ralaram cresceram.

    Eu cresci, de uma maneira que não esperava, o que é bom, pois surpreende.
    Tive vários reveses, mas todos foram enfrentados com a cabeça erguida e serenidade, o que é uma baita conquista para quem conhece minhas inseguranças e medos.

    Viajei muito, e como Bertrand Russell dizia: "Toda viagem é para dentro".
    Pude ver muitas coisas, conhecer melhor as pessoas e os lugares.

    Perdi dois amigos, o que me entristeceu. E não perdi por que eles morreram, mas sim por vaidade, rancor e mágoas. Às vezes pisamos nos calos das pessoas sem percebermos, faz parte. É triste, mas aceito.

    Conheci pessoas maravilhosas em 2011, e todas elas me afetaram, mas poder conviver com meu filho foi uma coisa de outro mundo. Uma criança maravilhosa, com oito meses agora e o mundo pela frente. Meu filho foi uma dádiva, tenho de reconhecer.

    Li muito, estudei muito, comprei muitos livros.

    Fotografei muito, e posso dizer que minhas fotos estão cada vez mais interessantes e intrigantes.

    Pintei bastante, e novas histórias surgiram na frente dos meus olhos. Fico besta de ver como consigo dialogar com áreas (antes) inacessíveis de meu cérebro através da pintura.

    Pessoas novas trouxeram uma bagagem interessante para a UmaCentral. Só fizemos gols este ano. Gostei do resultado.

    Voltei para a academia, e cheguei num nível de condicionamento físico muito acima do que estive em muitos anos. E aprendi a correr, coisa que detestava (hoje só odeio...rs)

    Melhorei minha alimentação e emagreci, além de deixar meus níveis de colesterol e triglicérides em condições aceitáveis.

    Fui surpreendido com minha demissão da Fecap. Apesar de toda a vontade que o Colégio manifestou em me manter, a graduação insistiu na minha saída. Honestamente achei estranho, mas sei que em alguns cenários este tipo de coisa acontece. Não tem nada a ver com a gente, o meio acadêmico é complexo, quem está nele sabe o que eu digo. Vou sentir saudades dos alunos, não sei trabalhar sem criar vínculos.

    Recebi convites interessantes para dar aula, mas estou pensando com muito carinho pois quero me dedicar com maior intensidade ao mundo dos negócios. As oportunidades estão por aí.

    Este ano fiz coisas que nunca imaginei que faria, vivi emoções novas, repensei meus valores e meu modo de levar a vida. Mas em momento nenhum perdi a essência. Não vim nesta vida a passeio.

    Ah! E as pedras não rolam! Descobri que elas podem flutuar!

    Que venha 2012.

    27.3.11


    Vangelis

    Foi, e é, de certa maneira, um dos meus heróis pessoais.
    Para quem não conhece, o Vangelis é um dos primeiros músicos a explorar os sintetizadores e sequenciadores dos anos 70. Criou um monte de hits e trilhas sonoras, sendo que as mais famosas são do Blade Runner e do Carruagens de Fogo (que por sinal a música tema do filme deve ser a mais tocada em casamentos e formaturas de todos os tempos, competindo com Carmina Burana).
    A produção atual do Vangelis está um pouco distante de meu gosto musical. Na verdade boa parte do que ele produziu não acho interessante, acabou caindo para um estilo que influenciou muito o New Age, que não me agrada por ser excessivamente meloso.
    Mas há muita qualidade na obra dele como um todo. Do ponto de vista harmônico (e conceitual), todas as grandes músicas de Vangelis mesclam harmonia e desarmonia. Há um momento em que a harmonia entra em colapso, os instrumentos parecem gerar colisões melódicas dentro da própria harmonia estabelecida por ele, o que considero fino e merecedor de reflexão.
    Um bom exemplo é a música Spiral, que apresenta um caos melódico que se transforma numa estrutura linear e robusta para logo após entrar em colapso. Sendo bem honesto, ao ouvir esta música no Ipod andando de moto hoje me emocionei muito.
    Como o Vangelis é de uma época que não existiam videoclips, é difícil encontrar algo interessante no YouTube, mas vale a pena para conhecer o trabalho do mestre.


    5.3.11


    Embriagados pelo Virtual

    O virtual abre as portas dos limites, e o desejo se torna mais poderoso que as amarras da sanidade

    Estou acompanhando com um certo distanciamento da discussão sobre a tal "Geração Y", o que ela quer, para onde vai etc.
    Não que eu discorde absolutamente do que está sendo dito, mas tenho minha visão particular sobre esta primeira geração nascida sob a égide (oba, primeira vez que consigo enfiar esta palavra num texto!) da Internet.
    A Internet se tornou a arena da Opiniocracia, todos opinam sobre tudo, debatem sobre questões complexas e também sobre o novo corte de cabelo do jovem astro adolescente pop. Todo mundo comenta, e comentar é melhor que analisar, ou pelo menos é mais fácil. Temos até uma certa repulsa brasileira em analisar, que está fortemente asssociado às "elites" tão combatidas pelo nosso ex-presidente Lula. Melhor opinar, é mais autêntico, original, e dá para mudar de ideia depois, sem dores.

    Esta cultura da exposição virtual (mostramos fotos constrangedoras pela Internet com menos pudor que trocamos de roupa de janela aberta) faz parte do mundo dos jovens de 20 e poucos anos de hoje. Muitos deles praticam sexting (mandar fotos ousadas pelo celular) mesmo sabendo do risco de que elas caiam na boca do povo depois. Outros escrevem sobre assuntos tão íntimos que não teriam coragem de falar sobre eles ao vivo nem com seus terapeutas.

    Como quando bebemos, a Internet possibilita um "destravamento" da língua, falamos à vontade pela falsa sensação de que estamos sozinhos. Afinal de contas, a experiência online ainda é intermediada pela máquina, numa relação de um para um. Mesmo quando estamos online e conversando com várias pessoas, fisicamente estamos sozinhos.

    O que acontece é que este "destrave" acaba migrando para o universo real. Passa-se a falar livremente, como quando perdemos os pudores e falamos "verdades" quando estamos embriagados, ou, como se fala, "fora de si". Este estado de descontrole poderia ser definido por alguns como um estado de loucura, afinal de contas a sanidade está associada à refrear os desejos e controlar vontades. A sanidade é, definitivamente, tanática, ela faz parte de nossas tentativas de obstruir os desejos e manter certo equilíbrio. O desequilíbrio sempre está associado à loucura.

    Desta maneira, com a liberalização dos costumes em decorrência de uma cultura do virtual, nossa sociedade acabou se apropriando deste torpor, desta liberalidade opinativa, e passamos a agir de maneira menos consequente que há pouco tempo atrás.

    Este estado "embriagado" não necessariamente traz felicidade, nem é melhor ou pior que outros estados, mas é uma novidade em termos sociais. O grande desafio é lembrar que as pessoas convivem, e as gerações anteriores não estão no mesmo estado em que a geração pós-internet, sendo assim, o que fazer? Estamos diante de um clássico conflito de gerações ou simplesmente vivenciamos um momento de transição?

    Como disse, não vejo problema nenhum, apenas um: O que fazer quando acabar a bebida? Ficaremos como disse Baudrillard num estado de pós-orgia, numa ressaca existencial? É ver para crer.