Let´s Go!

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6.1.12

Pegue mais mulher no Facebook que o Cauã Raymond - Criando um perfil atraente

Garotada, preste atenção: Você está fazendo isto errado!
Pegar mulher nas redes sociais é mais simples que se imagina, requer um pouco de dedicação e muita ousadia.
A mulherada está mais atirada, e isto está facilitando as coisas.

  1. O passo mais importante é criar um perfil atraente. Decida qual o estilo que você quer encarnar, por exemplo, o Agrícola. O homem roceiro atrai um tipo de mulher que busca um cara trabalhador, daqueles que acordam cedo. Faça fotos na horta da sua casa (pode ser na varanda do apartamento, pode até pegar dois pés de alface na geladeira e enfiar no vaso da orquídea da sua mãe), usando calça jeans e camisa xadrez. Caso não tenha uma camisa xadrez vá até o Cafe de La Musique e roube uma de um dos duzentos caras que vão estar vestidos assim. (Ah! Se resolver tirar foto com adubo, prefira o de origem animal)
  2. O perfil agrícola permite umas variações, estilo Jeca Tatu (pêlo do nariz comprido, botina e chapéu desbeiçado) e Lenhador, que só é recomendado para a comunidade gay ou pro pessoal na dúvida. Caso o seu negócio seja mulher mesmo, evite, para não ter um monte de ursos à sua espreita.
  3. Outro perfil interessante é o Sarado. Corpo trincado, foto na academia e comentários tipo : "Hoje deixei meus glúteos trincados!". O problema é que para valorizar o corpo você vai ter de tirar foto de longe, e a cabeça fica pequena (o que não parece grande perda mesmo) Postar vídeos de suas manobras é ótimo. Filme suas peitolas subindo e descendo, uma de cada vez. As mulheres adoram!
  4. Cyber Mano é uma outra opção: Com o surgimento da nova classe média tá cheio de mulher emergente no Facebook. Nada melhor do que se inspirar numa mistura de Luan Santana com Marcelo Tas: Visual moderninho (cuidado para não roubarem sua camisa xadrez na balada!), meio litro de gel na cabeça, num misto de Neymar e Edward Mãos de Tesoura, headphone grande colorido para combinar com o tênis furta-cor, calça jeans rasgada e um smartphone. Serve qualquer um, de preferência Nextel, emergente adora um Nextel (tem rádio, dá para falar de graça!). Se der tudo certo vai ficar parecido com um Adam Levine depois da enchente.
  5. Semi-Intelectual - Um dos meus preferidos. Não recomendo o Intelectual puro, pois é um animal em vias de extinção e não acasala com facilidade.  O Semi-Intelectual é aquele que lê meia dúzia de sites ou blogs e repassa a informação que leu no cabeçalho. Repare: ele nunca cita artigos com mais de meia página. Livro de cabeceira? Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago, que apesar de não ser dos melhores, pelo menos ele assistiu o filme, nem precisa ler. Vale a pena citar trechos de música, Coldplay vai bem (o universo gosta de Coldplay), para parecer descolado. Metallica pode, mas só se for versão Apocalyptica. Cerveja? Nortena, importada mas barata e vem em litro. Point? Augusta, é claro! Não descambe para teatrices da Praça Roosevelt, por favor...
  6. Meladão - O Meladão é um tipo muito comum entre adolescentes e pós-adolescentes (até a faixa de 40 anos). Ele é romântico, gosta de Metal melódico, usa roupa preta mas tem coração fofo. As meninas adooooram um tipo Meladão. Os amigos acham o cara meio estranho, os mais radicais acham uma mutação hétero dos Emos, mas eles conquistam as meninas de bom coração e... neuróticas. Se quiser arranjar uma gatinha estressada e controladora, Meladão é a solução!
  7. Em busca do Tempo Perdido - Versão renovada da Idade do Lobo, o Tempo Perdido tem alto custo financeiro: se prepare para investir o que tem e o que não tem para montar este perfil. Pesquise em todos os perfis as características que os seus amigos tem: Alguém viajou para Cuba? Viaje também! Alguém comprou um computador novo? Compre um melhor. As pessoas estão elogiando um amigo seu? Invente um jeito de desqualifica-lo. E seja generoso com as gatinhas (não chame de Tetéia para não denunciar a idade): Dê muitos presentes para as mulheres que te interessam, mas não faça isto em público para não chatear as outras amiguinhas que tem potencial. Para as fotos do perfil, recomendo peito estufado (para esconder parcialmente a barriga saliente), queixo para cima e olhar de "Não olhe para mim, olhe para as coisas que eu tenho". Junte isto a óculos Oakley, pinte o cabelo para disfarçar o grisalho, camisetas coloridas e pronto! Apenas tome cuidado para não passar muito tempo usando este perfil para não acabar realmente acreditando nele...

5.1.12

Dicas para não aparentar que está doidão no Facebook! - Evitando micos

Como você já deveria saber, ficar doidão e acessar as redes sociais são duas coisas incompatíveis. 
Já não basta gostar de Bob Marley, usar roupa colorida, cabelo rasta e sentir saudades do Planet Hemp. O cara ainda quer registrar para toda a eternidade as bobagens que pensa enquanto "viaja na maionese" (como diria o papito dele). Algumas dicas para evitar entrar nas redes sociais e cometer gafes que dificilmente serão esquecidas:


  1. Se você entrar no Facebook e não tiver certeza se está doidão ou não, faça o seguinte teste: Procure uma mensagem bem cafona, daquelas que tem um por-do-sol no fundo e letras em itálico e leia. Se começar a chorar, é  porque você está goiaba. Se depois de chorar achar gozado e começar a rir, saia imediatamente do Facebook, você está zureta.
  2. Não ache que todas as mensagens tem algo a ver com você, ou tem relação com as drogas. O Facebook não está falando diretamente com você, lembre disto. Outras pessoas estão conversando entre si. 
  3. Não comente em posts sobre Viagem que você também está viajandão (Uhuu!)
  4. Não filme sua versão de Starway to Heaven com a guitarrinha do WII, muito menos compartilhe.
  5. Pior ainda, não crie uma versão Air Guitar de uma música que só está tocando em sua cabeça. Vai parecer Imagem e Ação.
  6. Não filme o seu brother jogado no sofá com comentários tipo: "Ih, ó o cara, nem esperou pelo sorvete napolitano".
  7. Não tire fotos da experiência culinária que criou: Invenções exóticas com Miojo (desta vez com Nescau e com o resto do sorvete napolitano) devem ser evitadas. 
  8. Não coloque o sorvete napolitano na cabeça do seu brother que está dormindo no sofá. Não tire foto e não comente "Ih, ó o Palhaço Krusty!"
  9. Evite o excesso de formalidade (Quando o cara está maluco tenta ser formal para evitar dar bandeira, e aí fica formal demais). Não faça comentários como "Agradável reflexão para um final de tarde, meu caro. Congratulassões!" (porque neste estado vai sair um SS ao invés de Ç e o projeto "estou bem" vai por água abaixo.
  10. Não crie um comentário para corrigir a bobagem acima, como: "Ó, desculpa aí, o erro, heheheheh. O certo é reflecção! Nóis fura mais nóis entrega."
  11. Não pegue frases que acha incríveis e traduza para um idioma obscuro disponível no Google Tradutor. Não sugira que as pessoas copiem e colem a frase e fiquem ouvindo o robô do Google falar a frase em cantonês com sotaque do Kraftwerk.
  12. Não encontre outras frases e fique comentando o seu próprio comentário sozinho. Sua timeline vai ficar bem estranha, você falando com você, sobre você, em cantonês...

Dicas para fazer sucesso no Facebook e ser mais popular que o Charlie Sheen - Fazendo Comentários!

Fazer comentários nas redes sociais é uma arte, e é aquilo que diferencia os anônimos dos popstars! Mas para que você também seja um Eleito, é necessário seguir algumas regrinhas:
  1. O comentário num post deve ser tratado como uma escada social, ela serve para que você aproveite um comentário de um amigo para poder mostrar que é mais inteligente e perspicaz que ele, gerando ódio no seu ex-amigo e trazendo novos seguidores de seu perfil.
  2. Gargalhadas longas, como "ugadidnsodsudhbisuhsdfheheh" devem ser evitadas, a não ser que você seja vítima de um AVC ou tenha engasgado com pipoca. Neste caso, seria melhor mandar um SMS para um conhecido pedindo ajuda. Se não conseguir, a opção é se arrastar em direção da porta e tentar chamar o vizinho.
  3. Memes são bem-vindos, contanto que sejam de fonte obscura (esqueça o 9Gag) e não tenham nexo. Se forem simples demais as pessoas vão entender rápido. Vale a pena citar algum amigo ao inserir um Meme obscuro, para que os outros achem que foram só eles que não entenderam ou não estavam conectados na história que você ilustrou.
  4. Cite pessoas que você não conhece, mas como se conhecesse. Ex: "Um dia o Selton Mello disse que atuar é difícil. A gente estava meio bêbado, claro, mas agora entendo o que ele quis dizer". ( Ninguém precisa saber que você estava bêbado de Fogo Paulista na cozinha de casa e ele sorrindo na foto da festa da Revista Caras, né?)
  5. Citação de avô ou de pai estão proibidas. Se você tivesse levado a sério o que eles falavam você não estaria deste jeito hoje, assuma!
  6. "Parabéns" só em situações inesperadas, nunca no dia do aniversário. Condicione seus leitores, faça com que eles não te entendam, que até tentem rir mas não saibam bem a razão.
  7. Invente palavras. " Alaor saiu hoje e deu o maior xaripa! Quem sabe na próxima vez ele não guesta? Pakum, Alaor!"
  8. Se o comentário for para pessoas interessantes do ponto de vista sexual, jogue um verde, vai que ela (ou ele) cai? "Esta foto da sua avó na UTI me lembra nosso último encontro. Seu sorriso...hum.... muito parecido com o dela... ;)
  9. Continue assuntos que nunca foram começados. Comente num post de seu amigo sobre um novo emprego que a meia de lã que você ganhou agora teve um uso decente, e solte um emoticon para reforçar a mensagem.
Experimente e verá: As pessoas vão te tratar de maneira diferenciada e você passará a fazer parte da elite do Facebook!


    2.1.12

    Dicas para fazer sucesso no Facebook e ser mais popular que a Lady Gaga: Publicando Fotos

    Sim, você já percebeu! Ser popular é melhor que ser rico hoje em dia. Estar conectado a pessoas interessantes pode te trazer mais coisas do que ser um jeca cheio de dinheiro desconectado.


    Primeiro de tudo: Nada de muito texto! Fotos, fotos e mais fotos.
    Mas que tipo de fotos?


    1. Fotos em locais especiais e em companhia incrível (serve de Angelina Jolie para cima, não vale no museu de cera abraçado com a estátua dela ou do Justin Bieber)
    2. Legenda interessante e levemente blasé: "Montecarlo já foi mais interessante, hoje os cassinos deixam até o Maradona entrar..."
    3. Todas as fotos devem ser de pessoas levemente alcoolizadas, e de Champagne, nada de prosecco que é coisa de emergente. Ao ser fotografado jogue levemente a cabeça para trás e abra uma gargalhada, de preferência ao lado de uma mulher de vestido decotado estilo tubinho, preto. Ao fundo, a costa mediterrânea. Versões em parque aquático estilo Beach Park com seu avô segurando uma garrafa de Cynar e uma criança vermelha devem ser desconsideradas.
    4. Nenhuma foto deve ser tirada à luz do dia, apenas fotos noturnas, em ambientes fechados, cheios de gente bonita. Exceção para passeios ao ar livre, sem mais ninguém por perto, em locais paradisíacos. .
    5. Animais, só exóticos. Se tiver um guaxinim, ou se tiver criado uma reserva para o veado pantaneiro, fotografe, mas de preferência com alguém totalmente desconhecido ao lado, que será legendado, obviamente, como o maior especialista no mundo neste tipo de animal, e será apelidado por você com um diminutivo estranho que não dê indicação de qual pode ser o nome do infeliz. "Naiô", por exemplo.
    6. Fotos na faculdade só podem ser divulgadas se forem no Exterior e se o curso for algo abstrato, que não tenha nenhum vínculo com fortalecer uma carreira.Você estuda pois gosta de aprender sobre "Tecelagem Maia sobre o Apocalipse de 2012". Comente como os nós dos tapetes puderam te mostrar uma visão diferente da de todos sobre o fim dos tempos, e como um professor exótico (magro, barbado e levemente indigente) te trouxe luz sobre a vida e a morte numa leitura de folhas de chá de coca no gramado de Berkeley. 
    7. Fotos de família só com Baccarat na frente (se não sabe o que é, desista!), dentro de um Balenciaga ou atrás de um Bentley. Pode brincar que fez a combinação para tudo ficar com B, o brasão de sua família que está na sua manga. Permitido emoticon com risadinha só nesta postagem.
    8. Outra opção é fazer tudo ao contrário, aí você se destaca virando Meme, mas o Seu Madruga vai parecer mais refinado do que você. A popularidade tem seu preço... 
    Felicidade de Plástico


    Com tantas pessoas desejando o bem e mostrando uma felicidade plástica, como então o mundo têm tantos problemas?
    Pensei nisto ao ver os votos e as fotos das pessoas nas redes sociais durante a passagem do ano. Fiquei pensando se ao criarmos avatares felizes no mundo virtual conseguiríamos de alguma maneira mudar o mundo físico (o que honestamente acho difícil).


    Sabe o que as redes sociais me lembram? Os bufês de casamento. Imagino que já tenha tido a oportunidade de participar de uma festa destas. Para mim os bufês são a realização de felicidade da classe média: Todo mundo cheiroso, com roupas extravagantes, mostrando o quanto gostariam de ser bacanas. Mas, obviamente, fica nítido que a roupa está um pouco larga, o perfume um pouco exagerado, e a felicidade, forçada. 
    Come-se demais, bebe-se demais, há uma necessidade de extrair o máximo possível da experiência, pois o próximo bufê pode demorar. E tudo termina ao som do Balão Mágico.


    Vejo os votos de felicidade de ano novo de maneira semelhante. Todo mundo tentando melhorar a fotografia de si mesmo, valorizando o que dá e o que não dá, numa alegria que pretendia ser contagiante, mas se torna falsa. Mas como todos são falsos, tenta-se ser melhor no falsear que os outros.


    Li hoje que foram recolhidas mais de seiscentas toneladas de lixo da praia do RJ depois da festa. Lixo gerado pelo desejo de felicidade, de explodir uma alegria inconsequente que permita um escape do indivíduo, uma pequena alienação, que a princípio não faz mal, mas no coletivo gera estragos. Felicidade individual = Toneladas de Lixo.


    O mesmo vale para as redes sociais, mas com um lado ainda mais perverso, já que há a falsa sensação de ser ouvido, e a falsa sensação de que manifestar sua opinião é, de alguma maneira, um caminho para transformar qualquer coisa. É como se indignação resolvesse os problemas do mundo.


    Vi vários fenômenos assim nos últimos tempos, abaixo-assinados, compartilhamentos, uma série de pseudo-mobilizações que saciam a vontade da expressão mas não atuam na transformação do objeto.


    Há um tempo atrás aconteceu de um garoto ficar chateado com o cancelamento do show de sua banda e reagir dizendo: "vou xingar muito no twitter". Esta é a essência do vazio, da imobilização que as redes sociais podem trazer, assim como a falsa sensação de compartilhamento.


    Sim, eu sei, existem benefícios, podemos nos conectar a pessoas que estávamos distantes, mas ao saciarmos nossa vontade através dos avatares podemos perder de vez a conexão física. Do ponto de vista dos memes, é interessante, pois vemos conceitos e ideias se consolidarem dentro de nosso mundo virtual, mas a cada dia o virtual parece mais distante do mundo físico (evito dizer mundo real pois o conceito de realidade é bastante complicado e não se aplica neste contexto). E assim passamos a ter realidades paralelas, não necessariamente complementares.


    A internet passou por um processo de transformação muito intrigante. No começo dela as pessoas se conectavam através do virtual para buscar conexões no mundo físico. Gradativamente a conexão com o físico deixou de ser relevante, o virtual se tornou mais atraente. E hoje o virtual é tão atraente que realizamos coisas no mundo físico para que nossos avatares sejam mais interessantes. O chato é que no fundo sabemos que são apenas projeções, sombras na caverna platônica. Daí a angústia, não mais com o mundo físico, mas com a impossibilidade de viver apenas no virtual.

    1.1.12


    Mal Estar

    Acordei mareado, meio enjoado, sem saber se foi pelo que comi ou pelo que tive de engolir. Qualquer que seja a razão, o resultado é o mesmo: Gosto estranho na boca, dificuldade de digerir, azia, moleza e vontade de ficar na cama para reestabelecer as energias.

    Somos fortes até ficarmos doentes, é assim a natureza. Não há estado absoluto de se sentir bem. Não é porque ontem estávamos bem que hoje o bem continuará. E nem sempre há razão explícita para o mal estar, ele está aí, e precisamos aceitar esta condição.

    De certa maneira o mal estar surpreende, pois vivemos numa cultura que nega absolutamente o mal. Só há o bem, estranhamente nossa sociedade evoluiu para uma afirmação sistemática do bem, e dentro dele o bem estar.

    Talvez por isto que a depressão seja tão pouco compreendida e se manifeste cada vez mais com maior intensidade: Negamos a existência dos maus sentimentos, não existe espaço mental para que expressemos maus sentimentos, físicos e psíquicos. Tudo sempre tem de estar bem. E ao negarmos a possibilidade das coisas não estarem bem, represamos sentimentos e encapsulamos a dor, pois nada pior que o sentimento de ser o único mal num mundo onde todos estão bem.

    No mundo das redes sociais é assim, todos estão bem, ou expressam raiva, que é uma versão do mal aceita por ser forte. Raiva é bom, é poderosa. Fraqueza é ruim, denota fragilidade ou inconsistência, quer seja de caráter ou física. Não podemos nos sentir mal, o que faz com que o sentimento seja potencializado pela sua impossibilidade.

    Mas o mal estar leva a questões interessantes, leva à reflexão, coisa que a raiva não leva. A raiva é uma expressão descontrolada, a fragilidade é um bulir interno, solitário, delicado.

    Delicadeza e reflexão são duas coisas pouco valorizadas atualmente. E, se você estiver se sentindo mal, aproveite a oportunidade para refletir, tentar digerir, aceitar a oscilação que a vida traz, sem ter de se sentir culpado por não estar no topo da cadeia evolutiva. Aceite a fragilidade, seja delicado com seus sentimentos, com seu corpo e com o mundo que o rodeia. Por incrível que pareça, é uma boa maneira de não entrar na espiral da depressão.

    Ovo ou Galinha

    Escrever é preciso. Mesmo que não tenhamos expectativas se seremos lidos ou não.
    Dissertar é um certo contra-senso nos dias de hoje, pois gerar conteúdo escrito que busca a reflexão não é muito popular: estamos na fase das frases, imagens e ilustrações. Basta participar de qualquer rede social que o fenômeno é fácil de perceber.
    Ninguém quer ler mais do que cinco linhas, há muito conteúdo por aí para desperdiçarmos lendo textos de trinta ou quarenta linhas. Imagine então um livro inteiro.
    Ontem contabilizei minhas leituras de 2011: uns quarenta livros. Só o "Da Guerra" do Clausewitz tinha 900 páginas. Aproveitei as férias escolares de julho e curti a maneira de Clausewitz compreender os conflitos armados.

    Curiosamente não leio ficção, e já faz uns dez anos que a ficção não me atrai. Acompanho os lançamentos, leio resenhas, etc etc mas não tenho vontade de ler histórias.

    Neste ano reparei que faço parte de uma geração interessante, pois adquiri o prazer pela leitura e pela escrita de livros e ao mesmo tempo adoro o universo digital. As gerações anteriores tem dificuldade com o mundo digital, e as novas não gostam de ler (em geral, claro).

    Já faz algum tempo que perguntei numa sala de aula quantas pessoas assinavam jornal, e dois alunos me disseram que seus pais assinavam e liam jornais, os outros liam apenas as manchetes na internet.

    Não vejo grandes prejuízos em se ler tudo picado, como lemos no universo de hiperlinks. Mas vejo que perdemos a paciência com histórias longas, textos longos, conteúdos de longa duração. Nem imagino o que aconteceria se propusesse para um grupo de jovens assistir Berlin Alexanderplatz nos dias de hoje, um filme de dezoito horas de duração. Assisti em cinco sessões durante uma semana, indo todos os dias ao cinema. Pensando nos dias de hoje parece coisa de maluco. E talvez seja.

    Um dos livros que li mais interessantes (apesar de estar um pouco cansado do modo de escrever dos autores americanos) foi o Flourish, do Seligman, uma revisão de seus conceitos sobre a busca pela felicidade. Não sei se foi lançado já no Brasil mas para quem tem interesse de entender melhor o que motiva as pessoas é leitura obrigatória.

    Faço um convite: Enquanto eu treino minha volta à escrita você treina um retorno à leitura de textos mais longos. O que acha?

    Um 2012 reflexivo, sem pressa. Afinal de contas, como dizia o Baudrillard, adquirimos pressa e perdemos os objetivos, ou seja, todo mundo está acelerado sem saber para onde vai.

    31.12.11


    2011 foi um grande ano, mas foi para quem "correu atrás", posso ver nas pessoas: Aqueles que ralaram cresceram.

    Eu cresci, de uma maneira que não esperava, o que é bom, pois surpreende.
    Tive vários reveses, mas todos foram enfrentados com a cabeça erguida e serenidade, o que é uma baita conquista para quem conhece minhas inseguranças e medos.

    Viajei muito, e como Bertrand Russell dizia: "Toda viagem é para dentro".
    Pude ver muitas coisas, conhecer melhor as pessoas e os lugares.

    Perdi dois amigos, o que me entristeceu. E não perdi por que eles morreram, mas sim por vaidade, rancor e mágoas. Às vezes pisamos nos calos das pessoas sem percebermos, faz parte. É triste, mas aceito.

    Conheci pessoas maravilhosas em 2011, e todas elas me afetaram, mas poder conviver com meu filho foi uma coisa de outro mundo. Uma criança maravilhosa, com oito meses agora e o mundo pela frente. Meu filho foi uma dádiva, tenho de reconhecer.

    Li muito, estudei muito, comprei muitos livros.

    Fotografei muito, e posso dizer que minhas fotos estão cada vez mais interessantes e intrigantes.

    Pintei bastante, e novas histórias surgiram na frente dos meus olhos. Fico besta de ver como consigo dialogar com áreas (antes) inacessíveis de meu cérebro através da pintura.

    Pessoas novas trouxeram uma bagagem interessante para a UmaCentral. Só fizemos gols este ano. Gostei do resultado.

    Voltei para a academia, e cheguei num nível de condicionamento físico muito acima do que estive em muitos anos. E aprendi a correr, coisa que detestava (hoje só odeio...rs)

    Melhorei minha alimentação e emagreci, além de deixar meus níveis de colesterol e triglicérides em condições aceitáveis.

    Fui surpreendido com minha demissão da Fecap. Apesar de toda a vontade que o Colégio manifestou em me manter, a graduação insistiu na minha saída. Honestamente achei estranho, mas sei que em alguns cenários este tipo de coisa acontece. Não tem nada a ver com a gente, o meio acadêmico é complexo, quem está nele sabe o que eu digo. Vou sentir saudades dos alunos, não sei trabalhar sem criar vínculos.

    Recebi convites interessantes para dar aula, mas estou pensando com muito carinho pois quero me dedicar com maior intensidade ao mundo dos negócios. As oportunidades estão por aí.

    Este ano fiz coisas que nunca imaginei que faria, vivi emoções novas, repensei meus valores e meu modo de levar a vida. Mas em momento nenhum perdi a essência. Não vim nesta vida a passeio.

    Ah! E as pedras não rolam! Descobri que elas podem flutuar!

    Que venha 2012.

    27.3.11


    Vangelis

    Foi, e é, de certa maneira, um dos meus heróis pessoais.
    Para quem não conhece, o Vangelis é um dos primeiros músicos a explorar os sintetizadores e sequenciadores dos anos 70. Criou um monte de hits e trilhas sonoras, sendo que as mais famosas são do Blade Runner e do Carruagens de Fogo (que por sinal a música tema do filme deve ser a mais tocada em casamentos e formaturas de todos os tempos, competindo com Carmina Burana).
    A produção atual do Vangelis está um pouco distante de meu gosto musical. Na verdade boa parte do que ele produziu não acho interessante, acabou caindo para um estilo que influenciou muito o New Age, que não me agrada por ser excessivamente meloso.
    Mas há muita qualidade na obra dele como um todo. Do ponto de vista harmônico (e conceitual), todas as grandes músicas de Vangelis mesclam harmonia e desarmonia. Há um momento em que a harmonia entra em colapso, os instrumentos parecem gerar colisões melódicas dentro da própria harmonia estabelecida por ele, o que considero fino e merecedor de reflexão.
    Um bom exemplo é a música Spiral, que apresenta um caos melódico que se transforma numa estrutura linear e robusta para logo após entrar em colapso. Sendo bem honesto, ao ouvir esta música no Ipod andando de moto hoje me emocionei muito.
    Como o Vangelis é de uma época que não existiam videoclips, é difícil encontrar algo interessante no YouTube, mas vale a pena para conhecer o trabalho do mestre.


    5.3.11


    Embriagados pelo Virtual

    O virtual abre as portas dos limites, e o desejo se torna mais poderoso que as amarras da sanidade

    Estou acompanhando com um certo distanciamento da discussão sobre a tal "Geração Y", o que ela quer, para onde vai etc.
    Não que eu discorde absolutamente do que está sendo dito, mas tenho minha visão particular sobre esta primeira geração nascida sob a égide (oba, primeira vez que consigo enfiar esta palavra num texto!) da Internet.
    A Internet se tornou a arena da Opiniocracia, todos opinam sobre tudo, debatem sobre questões complexas e também sobre o novo corte de cabelo do jovem astro adolescente pop. Todo mundo comenta, e comentar é melhor que analisar, ou pelo menos é mais fácil. Temos até uma certa repulsa brasileira em analisar, que está fortemente asssociado às "elites" tão combatidas pelo nosso ex-presidente Lula. Melhor opinar, é mais autêntico, original, e dá para mudar de ideia depois, sem dores.

    Esta cultura da exposição virtual (mostramos fotos constrangedoras pela Internet com menos pudor que trocamos de roupa de janela aberta) faz parte do mundo dos jovens de 20 e poucos anos de hoje. Muitos deles praticam sexting (mandar fotos ousadas pelo celular) mesmo sabendo do risco de que elas caiam na boca do povo depois. Outros escrevem sobre assuntos tão íntimos que não teriam coragem de falar sobre eles ao vivo nem com seus terapeutas.

    Como quando bebemos, a Internet possibilita um "destravamento" da língua, falamos à vontade pela falsa sensação de que estamos sozinhos. Afinal de contas, a experiência online ainda é intermediada pela máquina, numa relação de um para um. Mesmo quando estamos online e conversando com várias pessoas, fisicamente estamos sozinhos.

    O que acontece é que este "destrave" acaba migrando para o universo real. Passa-se a falar livremente, como quando perdemos os pudores e falamos "verdades" quando estamos embriagados, ou, como se fala, "fora de si". Este estado de descontrole poderia ser definido por alguns como um estado de loucura, afinal de contas a sanidade está associada à refrear os desejos e controlar vontades. A sanidade é, definitivamente, tanática, ela faz parte de nossas tentativas de obstruir os desejos e manter certo equilíbrio. O desequilíbrio sempre está associado à loucura.

    Desta maneira, com a liberalização dos costumes em decorrência de uma cultura do virtual, nossa sociedade acabou se apropriando deste torpor, desta liberalidade opinativa, e passamos a agir de maneira menos consequente que há pouco tempo atrás.

    Este estado "embriagado" não necessariamente traz felicidade, nem é melhor ou pior que outros estados, mas é uma novidade em termos sociais. O grande desafio é lembrar que as pessoas convivem, e as gerações anteriores não estão no mesmo estado em que a geração pós-internet, sendo assim, o que fazer? Estamos diante de um clássico conflito de gerações ou simplesmente vivenciamos um momento de transição?

    Como disse, não vejo problema nenhum, apenas um: O que fazer quando acabar a bebida? Ficaremos como disse Baudrillard num estado de pós-orgia, numa ressaca existencial? É ver para crer.

    13.10.10


    Sobre Mineiros, Cavernas e Mitos

    Escolhi (involuntariamente) uma curiosa maneira de acompanhar o resgate dos mineiros presos no Chile: Assistindo simultaneamente "O Poder do Mito", DVD com entrevistas do Joseph Campbell. E aí o tema me pareceu bastante apropriado para a situação.

    Há algo que reconhecemos nas histórias - que contamos, que vemos e que nos comovem - com os mitos, e tenho pensado muito em quais seriam os mitos que regem nossa sociedade contemporânea.
    Estranhamente não havia pensado que a saga dos mineiros presos na caverna pode simbolizar algumas coisas interessantes...

    Quem são eles? O que estavam fazendo lá? Por que tamanha comoção mundial?

    A primeira tentação é tentar compreender como um fenômeno meramente midiático, uma mistura de "A Montanha dos Abutres" com a intensa demanda de nossa sociedade por Reality Shows, a espetacularização da vida. Mas só isto não justificaria.

    A segunda tentação é associar com uma questão de "projeção", afinal de contas sempre existiram crianças que caem em buracos e inúmeras pessoas assistindo o resgate, comovidas. Mas aí é que está o pulo do gato: ao invés de enxergarmos isto como explicação final, podemos compreender como parte de um fenômeno associado ao Mito: Afinal de contas, por que nos identificamos com estes trabalhadores presos num buraco?

    Pensando um pouco, há algumas questões básicas. Uma delas talvez a mais importante é que eles simbolicamente retratam o conceito de ressurreição derivado das sociedades das florestas e adotado pelo cristianismo: Morremos, somos enterrados e então ressuscitamos, como a semente das árvores. A árvores renascem, como o espírito renascerá do corpo daquele que foi enterrado.
    Temos fé de que os mineiros voltarão a vida, pois se isto acontecer nossa fé na ressurreição não será abalada, mas sim reforçada e renovada.

    Há outro elemento rico que é o Chamado para a Aventura: nenhum daqueles homens sabia que existia uma aventura a ser vivida por eles, da mesma maneira que nos não sabemos qual e a aventura para a qual fomos chamados e nem por que. A vida, cheia de surpresas é igual a aventura da caverna, onde temos de continuar a viver sem saber como vai acabar.



    Do ponto de vista simbólico, há a questão da Deusa, da caverna que representa o útero, de onde todos saímos. É como se estivéssemos assistindo ao nascimento dos trinta e três mineiros em tempo real, saindo das entranhas da deusa primitiva.


    Por último, e não menos importante, é a identificação que temos com eles: Será que estamos todos nos sentindo aprisionados, no buraco, sem luz, sem contato, enterrados vivos, e aguardamos ansiosamente a chegada de alguém que possa nos tirar desta situação?


    Não podemos banalizar as histórias que nos cercam, pois elas mexem fundo com a nossa própria e maravilhosa experiência de estarmos vivos.
    PS - Minha aluna Camila Avelino me lembrou também do Mito da Caverna de Platão, também muito aplicável a esta situação...

    12.10.10

    Capitalismo, uma História de Amor

    Assisti ao novo filme de Michael Moore, e tenho de assumir publicamente que adoro os filmes dele. Eu sei, ele está meio fora de moda (e de forma, cada vez maior), a mesma intelectualidade que o incensou hoje o questiona, mas acho fundamental que exista algo como ele no cinema, ou no jornalismo.
    Me explico:

    Primeiro que não existiria nada como o CQC sem o cara. Verdade. O absurdo da política surge retratado com humor através dos programas de TV dele.

    Segundo: Ele é um cara disposto a mostrar "a outra história", mesmo que esta história esteja impregnada de seu ponto de vista. Este filme, em especial, apresenta uma versão saborosíssima da ajuda que o Congresso Americano deu aos bancos (700 bilhões, para começar), mostrando que praticamente todo o conselho econômico do governo era composto de pessoal da Stanley Morgan, incluindo o ex-presidente, atual Banco Central americano.
    A análise histórica que Moore faz da liberalização das (questionáveis) práticas de livre mercado é mordaz, cruel, e muito razoável. Mesmo que saibamos que ele manipula o que mostra (como aliás acontece com todo mundo, não há imparcialidade em absolutamente nada. se conhecer alguém que se diz imparcial fuja! É um tendencioso camuflado que está na sua frente).

    Terceiro que ele mostra um Estados Unidos com pobres, injustiçados, pensantes, oprimidos, o que nem sempre conseguimos ver em filmes da gringolândia.

    Recomendo o filme. Não é uma verdade absoluta, mas uma visão irônica e extremamente inteligente do colapso de 2008 e das causas e efeitos do fenômeno.

    14.9.10

    Vendo o Crack dominar São Paulo

    Trabalhar no centro de SP é conviver com os "nóias".
    Eles estão por todo o lado, sem rumo, às vezes pedindo, às vezes olhando, mas na maioria das vezes na fissura para comprar uma pedra e fumar. Vejo isto todo o dia.

    Na Liberdade eles ficam próximos aos viadutos, onde dormem e fumam. Sobem para as ruas e tentam assaltar alguém, geralmente pegar um celular e trocar por crack.

    Hoje o celular rende duplamente, não é só o aparelho que vale alguma coisa. Sua agenda telefônica do chip também. Ela percorrer uma rota sinuosa até chegar nas penitenciárias, de onde os sujeitos farão ligações para você e para todos seus contatos chantageando ou simulando um seqüestro relâmpago.

    O crack age muito rápido, mais do que você imagina. Pelo menos uma vez por semana vejo um jovem bem vestido misturado com a multidão de "nóias" pelas ruas.

    Coisa de duas semanas depois ele ainda é reconhecível, mas suas roupas estão gastas e sua aparência é bastante suja. Mas depois de um mês ele já está parecido com todos os outros "nóias", uma transformação rápida e cruel.

    Passados três meses ou mais ele simplesmente fica amarelo, a pele seca e o rosto fica todo vincado, mãos sujas e pretas.

    E um dia ele simplesmente desaparece, enquanto novos jovens bem vestidos e limpos aparecem para tomar o seu lugar.

    Fiquei chocado ao saber que não existem dados oficiais sobre o crack. Desde 2005 não há dados coletados sobre o que acontece. Descaso total.

    Só conto o que vejo, nada mais. No centro de SP cruzamos com este universo de mortos-vivos, eles alheios ao nosso mundo, e ao que parece, nós alheios ao mundo deles.

    10.9.10

    Eleições 2010 - me cansei.

    Não vejo absolutamente nenhuma graça na eleição presidencial deste ano. Nenhum candidato me comove, me faz de alguma maneira pensar em algo diferente do que já vi nos últimos vinte anos.
    A única coisa que fico pensando é que votar, de certa maneira, é incluir um tag em sua personalidade, nada mais. Algo como usar uma marca de tênis, freqüentar um clube ou gostar de um estilo de música. Acho que ver a política assim, sem ideologia, é mais agradável e menos frustrante. E, talvez seja assim que as coisas devam ser nestes idos de 2010.

    Dilma?
    É um tag pseudo-ideológico, mas na verdade é partidário-fisiológico-ressentido. Há um quê de mágoa na postura da candidata, um ressentimento dos feios, dos que ficaram de fora da turma dos bacanas, que olhavam o carro bonito do vizinho e queriam o carro, mas queriam mais ainda que o vizinho morresse.
    Não tenho nem quero este tipo de ressentimento. Tks

    Serra?
    É a pseudo-elite intelectual, vertente específica da USP, FFLCH das antigas. Vejo bem a foto, alguns pais de amigos meus, estilo anos 70, casa em Ibiúna, literatura latino-americana, com um pezinho em Paris. São os que emergiram de imigrantes pobres que se misturaram com os filhos empobrecidos dos quatrocentões nas escolas públicas, o que acontecia antigamente.
    Não são "do povo": Os que eram não querem ser mais e os que nunca foram tem horror de se tornarem.
    Há algo em meu coração que tinha simpatia por isto, hoje não tenho mais. PSDB, vai com Deus, ou com Deleuze, sei lá.

    Marina?
    Mistério, figura mítica, como as das lendas amazônicas. Um boitatá, uma curupira, seringueira, faxineira, senadora e professora. Mistério complexo, que foge do esperado se tornando evangélica e se filiando ao PV, partido misterioso também , cujo único mérito, ao meu ver, é ter o Gabeira por lá.
    Com o vice, dono da Natura, podiam lançar uma linha de produtos eco-sociais-ufanistas, um pote que milagrosamente te deixasse mais bonito, mais cheiroso e que te desse integridade como habitante do universo.
    Definitivamente é a melhor opção, não vai ganhar mesmo e ainda dá certo glamour. Me sinto um outsider, um alternativo, ligado às causas ecológicas, votando em mulher humilde, self-made-amazon-woman.
    Pega bem e não compromete.

    Plínio
    Todo mundo tem um tio velho meio maluco, que faz a felicidade da garotada, que mostra filminho de sacanagem, que bebe demais, que é inventor ou que se candidata a presidência.
    Votaria fácil nele, adoro velhinho, e acho que do jeito que ele vai, ainda vai tentar na eleição que vem. Mas só de pensar no projeto antidemocrático que vem por trás me dá certo medo de fazer tal estripulia...
    Boto fé no véio, mas não na turma dele. Tem meu apoio moral, mas não eleitoral.

    E vamos falar de outra coisa que isto já me encheu!