Não há uma definição clara para o que chamamos de Depressão. O debate clínico sobre o assunto é extenso, e é comum usarmos o termo como sinônimo de "tristeza", o que não é adequado.
Prefiro chamar a Depressão de Desencanto. É um sentimento mais global, menos pontual que a tristeza.
Acho que o Desencanto está um pouco relacionado com um pensamento de Baudrillard, que dizia que nossa sociedade adquiriu velocidade e perdeu o sentido, de tal maneira que temos muita pressa, mas não sabemos para onde ir. É um mal do mundo que nos cerca, e somos contaminados por isto. E também contaminamos o mundo, num processo cíclico.
E a Autopiedade? O que é? Na minha modesta opinião a Autopiedade é um problema de ego, que se manifesta das mais variadas formas, mas a que mais me chama a atenção é a do Apego. A Autopiedade é um afeto que temos por nossas fragilidades, é a vontade de chamar a atenção através de nossos sentimentos infantis. Um dos sentimentos mais simples e freudianos que existe. É, simultaneamente o Mimimi nas Redes Sociais e o choro que a criança aprende a fazer para chamar a atenção dos pais.
Existem muitos desencantos que acontecem e acontecerão em nossas vidas. Num momento algo parece fazer sentido, em outro já não faz mais. O que gera um estranhamento físico, pois algo foi hipertrofiado dentro de sua mente e agora você não consegue entender a razão dele ter diminuído, e muitas vezes nem consegue entender a razão dele ter inchado tanto. Nem consegue trabalhar com o vazio: Devo substituir, diminuir ou aceitar que o vazio está lá?
A Autopiedade é uma armadilha do ego. O Desencanto é da natureza humana.
Let´s Go!
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28.2.13
21.11.12
A Curva da Felicidade dos Humanos e Primatas
Há um certo tempo os pesquisadores têm reparado que no decorrer da vida temos ciclos básicos de felicidade. O que se sabe é que somos mais felizes no começo e no fim da vida, mas existe um buraco de felicidade no meio da vida, que é chamado de "Crise da Meia Idade".
Ela acontece a partir dos 40 anos, e uma reflexão menos positiva da vida acaba atingindo um número respeitável de pessoas. Quem somos, para onde vamos, o que fizemos de nossas vidas, o que o futuro nos reserva, como trabalhar com a perda e a morte... O repertório de angústias não termina.
O que é novo é saber que isto acontece também com outros grandes primatas. Gorilas e chimpanzés também passam por isto. O que acaba colocando em xeque a ideia que seja algo cultural, provavelmente têm raízes evolutivas, apesar de ainda não sabermos quais nem as razões delas.
Leia a matéria completa neste link
Ela acontece a partir dos 40 anos, e uma reflexão menos positiva da vida acaba atingindo um número respeitável de pessoas. Quem somos, para onde vamos, o que fizemos de nossas vidas, o que o futuro nos reserva, como trabalhar com a perda e a morte... O repertório de angústias não termina.
O que é novo é saber que isto acontece também com outros grandes primatas. Gorilas e chimpanzés também passam por isto. O que acaba colocando em xeque a ideia que seja algo cultural, provavelmente têm raízes evolutivas, apesar de ainda não sabermos quais nem as razões delas.
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