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31.8.13

Mortos na prisão os assassinos cruéis do garoto boliviano de 5 anos

Uma mistura letal de cocaína, viagra, água sanitária e outras coisas matou dois dos assassinos do garoto boliviano. Esta é a técbica de execução usada por facções criminosas nas cadeias. Como o laudo é Overdose, ele acaba não recaindo sobre nenhuma pessoa. Um recurso inteligente dos grupos presos para se livrar de outros criminosos sem ter de responder criminalmente por mais um assassinato.

Os dois, com idades entre 18 e 20 anos, foram forçados a beber a mistura mortal durante o banho de sol. Foram encontrados já mortos.

As facções criminosas dominam as instituições carcerárias há muito tempo, e têm seu código de ética próprio. Matar crianças e mulheres não pode. Trair a facção também não.

De acordo com as notícias da época, o garoto Brayan implorou para não morrer, pediu que não o matassem. Entregou todas as suas moedas para os bandidos, que, sem piedade e de maneira brutal, atiraram na criança.

Os pais, pobres imigrantes ilegais, tinham vindo faz seis meses para o Brasil trabalhar nas confecções do Bom Retiro para juntar dinheiro. Desistiram. Voltaram para seu país para enterrar o filho.

Estes assassinos cruéis foram assassinados de maneira também cruel. A maioria das pessoas que conheço se deixa reagir pela lei de Talião: Olho por Olho, Dente por Dente. Fizeram o Mal? Mal para eles. Mereceram cada momento dentro de uma prisão suja e superlotada. Foram cruéis com uma criança indefesa? Morram da mesma maneira.

E você? O que pensa disto?

18.6.12

Dilema: Concorrer a dois milhões de reais ou ir ao funeral da irmã assassinada?

A princípio parece um dilema simples, já que todas as pessoas diriam que preferem ir se despedir de sua irmã. Não haveria dinheiro que comprasse o sentimento de ausência e de falta de solidariedade com o resto da família. Mas no mundo de hoje a questão parece ser mais complexa.
Ângela Bismarchi, uma modelo (ou sub-celebridade, como alguns dizem), teve sua irmã assassinada numa briga entre o atual e o ex. Uma triste história que ainda acontece pelo mundo. E isto aconteceu no momento em que a modelo está isolada num reality show. Se ela sair, perde a chance de concorrer ao prêmio. Se ficar, não pode ir ao enterro da irmã.


É um dilema recente, de nossa modernidade (ou do mundo contemporâneo, como quiserem). O primeiro indício deste tipo de situação que me lembro acontece no filme A Montanha dos Sete Abutres, onde Kirk Douglas é um repórter de um jornal sem projeção que é chamado para acompanhar a história de um homem que está preso numa mina e percebe que esta é a notícia que pode fazê-lo ficar famoso.


Por que é tão importante ficar famoso nos dias de hoje? Qual a razão que faz com que as pessoas invistam tanto em "popularidade"? Quando eu este fenômeno em filmes e seriados americanos antigos não parecia algo tão relevante na época, mas hoje isto reflete a sociedade ocidental como um todo. A frase do rapper 50 cent "Get Rich or Die Tryin" poderia ser alterada para "Get Famous or...", pois esta é a questão de hoje.


Por mim, a grande problemática social de nossa sociedade é o sentimento de anonimato. O esvaziamento da vida privada em detrimento de uma vida social intensa aguça a necessidade de sermos alguém para muitos, e não alguém para nós mesmos e nossos entes e parentes. Ser importante é o que importa.


Apesar de o dilema moral colocado no título deste post estar relacionado ao dinheiro, o que se torna evidente é que não tem nada a ver com ele. A tal modelo não é uma pessoa que precise de dinheiro, é casada com um bem sucedido cirurgião plástico (que a remodelou em mais de 40 cirurgias, quase como o criador e criatura do livro Frankenstein). Ela precisa ser popular, a todo custo.


A popularidade, neste sentido, é mais cruel do que o trabalho, já que grande parte das pessoas aceita o trabalho como um fardo e sonha com o dia em que poderá ficar sem fazer nada (outra ilusão). Já a popularidade é diferente, pois a grande maioria das pessoas não quer ser famosa num dia e depois cair no ostracismo. Ninguém quer ser esquecido, e isto move o mundo das sub-celebridades, que estão próximas da fama, e não querem voltar para o buraco de onde vieram.


Vale a pena acompanhar os desdobramentos desta história, ela é parte de algo íntimo de cada um: Como conciliar desejo e responsabilidade?